Dados Biobibliográficos

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Dom Francisco de Portugal, Conde de Vimioso

Dados Gerais

Nome completo: Francisco de Paula de Portugal e Castro

Nascimento e morte: Évora (Portugal), 1480 – 1549

Descrição

Poeta. Segundo o <a href="http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/autores/Paginas/PesquisaAutores1.aspx?AutorId=6435">DGLAB</a>: " Poeta palaciano, bilingue. Primeiro conde de Vimioso. Fidalgo das cortes de D. Manuel I e de D. João III, militar, homem de estado e poeta. Filho de D. Afonso de Portugal, que em 1485 veio a ser bispo de Évora. Em 1498, integrou o séquito de D. Manuel na sua viagem a Castela. Em 1509, encontra-se em Arzila, durante o cerco daquela praça, e, em 1513, faz parte da expedição de D. Jaime, 4º. Duque de Bragança, que culmina com a conquista de Azamor. Em 1518, é feito alcaide-mor de Tomar, em 1530 torna-se alcaide-mor de Vimioso e em 1534 é senhor de Aguiar da Beira e de Vimioso. Fez parte do Conselho de Estado nos reinados de D. Manuel e D. João III e foi, em 1534, nomeado por este último camareiro-mor do príncipe D. Manuel, e na sequência da morte deste, do príncipe D. João. Em 1542, assina contrariado, como procurador, os contratos de casamento dos príncipes D. João e D. Maria com os filhos de Carlos V, D. Joana e D. Filipe, o futuro Filipe II. Em 1543, deixa a corte e vai para Évora, onde morre em 1549. As suas Sentenças, aforismos em prosa e em verso, mereceram a edição póstuma, em 1605, e o elogio dos literatos da época. Quanto às poesias, reunidas principalmente no Cancioneiro Geral de Resende, onde é geralmente designado pelo título de conde de Vimioso, são exemplo do estilo lírico do seu tempo. É um dos mais sensíveis poetas do Cancioneiro e também um dos mais fecundos. O seu espírito de poeta palaciano consumado está presente em composições de toda a índole: trovas à porfia (com Aires Teles, Garcia de Resende e outros), sentenças, momos (entremeses dramáticos), cantigas em castelhano, participação em «torneios» poéticos colectivos, experiências em curiosos metros de onze sílabas. Assina cerca de quarenta composições e exprime nelas de forma perfeitamente conseguida o ideal galante da poesia palaciana, sua contemporânea. Não são pecos em elogios para com a sua conduta e obra sujeitos seus contemporâneos como António de Ataíde, Gil Vicente ou Damião de Góis."

Centro de Documentação de Autores portugueses 

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