Dados Biobibliográficos
Dom Fradique da Câmara
Nome completo: Fradique da Câmara
Nascimento e morte: Grande Lisboa (Portugal), séc. XVII – Lisboa (Portugal)
Poeta, dramaturgo. Segundo o <a href="http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/autores/Paginas/PesquisaAutores1.aspx?AutorId=6614">DGLAB</a>: " Poeta e comediógrafo. Filho segundo do 2°. conde de Vila Franca e 8°. Capitão Donatário da ilha de S. Miguel D. Manuel da Câmara II, seguiu a carreira das armas e deve ter frequentado a corte de Madrid antes da Restauração, dadas as relações de parentesco que ali tinha por sua mãe, filha de D. Fradique Henriques, mordomo-mor de Filipe II, e pelo irmão mais velho, D. Rodrigo da Câmara, aparentada com a Casa Real de Espanha, e em segundas núpcias com uma dama da rainha, filha do 4°. conde de Vidigueira, do Conselho de Estado e gentil-homem da Câmara de Filipe IV. Pertenceu à Academia dos Generosos de Lisboa, onde presidiu à sessão de 23 de Outubro de 1660. /br>Começou cedo a evidenciar-se como poeta, pois à data da publicação do Elogio dos Poetas Lusitanos, de Jacinto Cordeiro (Lisboa, 1631), sendo ainda de «tiernos años», como ali vem referido, já «excedia a muitos que haviam escrito docilmente» pela «opulência» do seu «engenho» e «estilo». Outro testemunho de que já nessa altura devia gozar de certa notabilidade é o facto de Diogo de Paiva de Andrade lhe ter solicitado um soneto para o limiar do seu amento Perfeitoe saiu à luz em 1630. Infelizmente, porém, desconhece-se o paradeiro dos seus manuscritos e perdeu-se o rasto das muitas obras que fez imprimir. Sabe-se apenas, por João Franco Barreto, que traduziu os primeiros seis livros da Eneida, de Virgílio, e conhecem-se, por Barbosa Machado, os títulos de duas das suas obras originais dadas à estampa (além do soneto referido): Babilónia de Amor, uma comédia impressa em Madrid (Barbosa não indica o impressor nem a data da impressão) e fica-nos o que a seu respeito deixou dito Jacinto Cordeiro na obra citada e os encómios que lhe teceu D. Francisco Manuel de Melo nas sessões da Academia dos Generosos. Barbosa Machado, por sua vez, fala da «suma elegância, da aguda descrição e natural afluência dos seus versos», mas não é certo que tenha tido conhecimento directo deles."
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. I, Lisboa, 1989
- Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas. Disponível em: http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/Paginas/Home.aspx.
Críticas às suas obras
| Título | Classificação | Ano | Downloads |
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| Elogio de poetas lusitanos: Al Fénix de España Fr. Lope Félix de Vega Carpio, en su laurel de Apolo. Por el Alferes Jacinto Cordero, con una carta en respuesta al autor, del mismo Fénix de España. Dirigido a la Señora Doña Cicilia de Meneses | Poemas Crítica, teoria ou história literária | 1631 | Sim |