Translation Data
Por que ler os clássicos
Year of publication: 1993
Data about the translated originals
-
CALVINO, Italo. PERCHÉ LEGGERE I CLASSICI. Turim, Itália: Einaudi, 1991. 336 p.
Language(s): Italiano
- Projeto Dicionário Bibliográfico da Literatura Italiana Traduzida
Wikipedia Data
Perché leggere i classici (em português: Por que ler os clássicos) é uma coletânea de ensaios do escritor italiano Italo Calvino, publicada postumamente em 1991. No ensaio que dá título à coleção, o escritor argumenta que as leituras juvenis muitas vezes não são muito frutíferas e fornecem ao jovem leitor apenas modelos, termos de comparação, esquemas de classificação e escalas de valores com os quais se confrontar. A leitura em profundidade, a das entrelinhas, as várias alegorias, as metáforas mais abstratas só se apreendem com a releitura em idade madura, o que, por outro lado, permite reencontrar as constantes mencionadas nos mecanismos internos que já regular o comportamento inconsciente da pessoa. Por essas razões, torna-se legítimo definir clássico aquele livro que sabe exercer uma influência considerável tanto quando permanece fixo, indelével na memória , quanto quando é removido, permanecendo oculto nas dobras da memória, camuflando-se ou ditando o comportamento do próprio inconsciente. Por isso, a cada releitura de um clássico, muitas vezes acontece de reconhecer as atitudes assimiladas durante as leituras da juventude; justamente por isso, é preciso afirmar que toda releitura de um clássico é uma leitura de descoberta, como se fosse a primeira leitura, e que a primeira leitura de um clássico é na verdade uma releitura. Em suma, um clássico é um livro que nunca terminou de dizer o que tem a dizer. Dito isso, é óbvio dizer até que ponto todo livro clássico bem definido traz consigo, escondido nas entrelinhas, reminiscências de outros clássicos. Textos clássicos como a Odisseia, as obras de Franz Kafka e Fiódor Dostoiévski, graças aos seus personagens, que incorporam todos os mecanismos internos ocultos em uma pessoa, continuaram a viver até os dias atuais, reencarnando de geração em geração. A leitura de um clássico, portanto, deve nos trazer algumas surpresas, em relação à consideração inicial, por isso é importante ler os textos originais diretamente, evitando críticas, comentários e interpretações. Em última análise, todos os livros são considerados clássicos que estimula uma atitude crítica pessoal, que provoca discursos críticos, mas que continuamente sabe se livrar dela. O clássico nem sempre nos ensina algo, aliás, muitas vezes é uma confirmação do que sabíamos. Esta descoberta também surpreende: a descoberta de uma relação, de uma espécie de partilha das ideias do autor. Em última análise, podemos definir clássicos como aqueles livros que sempre surpreendem e, em todo caso, não deixam em todos um sentimento de indiferença. A escola desempenha um papel importante no ensino da leitura, pois, como principal local de formação crítica e cultural das crianças, proporciona aos jovens as ferramentas adequadas à formação do seu próprio gosto clássico, através da comparação com outros textos e, consequentemente, com a aquisição de uma consciência crítica. Além disso, é a própria leitura que forma – às vezes – esse cânone, essa régua, com a qual se medir com os problemas que nos cercam, chegando a formar, em cada jovem leitor, uma verdadeira abordagem pessoal dos problemas da vida.
View on WikipediaVerbete sobre Por que ler os clássicos By N.N. (Nome Desconhecido)
Por que ler os clássicos, de Italo Calvino
Por Sergio Nunes Melo
Outubro/2025
⠀⠀⠀A tradução brasileira de Por que ler os clássicos, uma das compilações da profícua ensaística de Italo Calvino, escritor que tem figurado entre os dez mais traduzidos em nosso país, foi elaborada por Nilson Moulin, profissional que reúne, em sua premiada trajetória, a tradução de nove das dezenas de títulos de Calvino disponíveis em português do Brasil. Lançado pela primeira vez em 1993 pela Companhia das Letras, o livro foi reeditado em 2007, estando hoje na segunda edição e na quarta reimpressão – em formato de brochura. Em setembro de 2023, celebrando o trigésimo aniversário de circulação da tradução brasileira do título aqui abordado, a editora lançou uma edição especial, que, além de capa dura e projeto gráfico específico com algumas fotos de Calvino, conta com o posfácio de Maria Cecília Gomes dos Reis, professora universitária de História da Filosofia Antiga e tradutora de grego antigo. Ambas as edições continuam em circulação, mas a editora se reserva o direito de não disponibilizar dados sobre a tiragem de exemplares.
⠀⠀⠀Por que ler os clássicos é uma coletânea póstuma de ensaios esparsos de Italo Calvino organizada por sua esposa, Esther Calvino, e publicada pela primeira vez em 1991, seis anos após a morte do autor. Combinando uma erudição extraordinária a uma perspectiva alinhada com o rigor da teoria da literatura, mas com a verve e a leveza de um consagrado contador de histórias, característica inerente a todos os textos do livro, um ensaio introdutório, pautado por catorze aforismos comentados, discute a essência de um clássico, fundamentando a argumentação em princípios ordenadores cujos desdobramentos vão se encadeando. O raciocínio de Calvino parte da popular asserção – com frequência motivada pela vergonha que os leitores mais jovens sentem por ainda não terem lido certos títulos do cânone universal – de que um livro célebre está sendo relido, em vez de lido pela primeira vez. Calvino salienta a impossibilidade de leitura de todo o espectro de títulos merecedores da classificação, haja vista a quantidade gigantesca de textos dignos de notoriedade. O fenômeno da inevitável lacuna de leituras fundamentais, isto é, uma lista de clássicos não lidos, abrange todas as idades, aplicando-se também, portanto, a idades maduras. De todo o modo, segundo Calvino, as releituras são sempre bem-vindas pois, ao longo do tempo, os clássicos têm o potencial de levar até um mesmo leitor que revisita um texto a abordagens significativamente diversas, resultantes de percepções adquiridas com vivências posteriores a suas leituras passadas.
⠀⠀⠀As leituras dos clássicos feitas na juventude, argumenta Calvino, são formativas no sentido de que elegem formas literárias como referenciais de predileção: critérios orientadores do percurso de recepção de um indivíduo até mesmo quando a memória do primeiro contato com um título tiver se tornado um registro pálido de uma experiência remota. Visto que todo clássico, argumenta Calvino, é um livro que jamais esgota o que tem a dizer, em função de sua atemporalidade temática e de seu estilo contundente, sua abrangência interpretativa constitui a própria cultura em que estamos imersos – ainda que, por vezes, as interpretações lhe distorçam o sentido. Calvino exemplifica o aspecto da distorção do clássico com o uso corriqueiro do adjetivo kafkiano, diante do qual quem realmente tenha lido a obra de Kafka reage com aprovação ou desaprovação com respeito à propriedade ou à impropriedade de aplicação do termo. Neste sentido, recomenda Calvino, devemos resguardar as oportunidades de nos surpreendermos com um clássico, através da priorização da sua leitura em detrimento da fortuna crítica que o circunda, a qual pode nos afastar da experiência de interação genuína com a obra que, embora ensejando uma quantidade considerável de comentários, tem o potencial de, com equivalente autoridade, repeli-los.
⠀⠀⠀O ensaio propedêutico é concluído, numa alusão aos últimos momentos do filósofo Sócrates antes de sua execução, com a reflexão de que a leitura dos clássicos não precisa ir além do propósito de proporcionar o aprendizado de um clássico, isto é, a cognição de um artefato que contribui com a nossa própria organização como indivíduos a despeito de todo o inevitável ruído ao nosso redor.
⠀⠀⠀O primeiro ensaio que foca especificamente num clássico analisa a Odisseia, de Homero, ou melhor, as Odisseias, dada a multiplicidade de narrativas contidas neste que é um dos textos inaugurais da literacia no Ocidente, escrito a partir do legado de séculos de tradição oral. No que pese a jornada como metáfora de sentido existencial da epopeia em foco, Calvino argumenta que a narrativa é perpassada pelo conceito implícito de que aquilo que se conta, isto é, a memória do passado, só tem sentido se o projeto da ação pretérita estiver conscientemente relacionado com o que, um dia, foi projeto de futuro. A ponderação põe em relevo a interdependência entre ser e devir, dinâmica constitutiva da vida e compartilhada pela ficção, pela criação, bem como pela recepção das artes cuja apreciação necessariamente requeira o desenrolar do tempo sucessivo-linear. Ao fazer a apologia dos clássicos, Calvino não está meramente acenando para um resgate do passado em si mesmo, tencionando preservá-lo como um item museológico. Ao contrário, Calvino formula que a memória só tem sentido na medida em que aponta para um projeto, isto é, para uma continuidade do passado no futuro. Neste horizonte, Calvino declara sua própria experiência como escritor na medida em que recria os clássicos que elegeu como seus. Considerando-se o foco da unidade perceptiva entre o passado, o presente e o futuro nas Odisseias, é possível sugerir que este ensaio contenha o tema da consistência que, assim como a multiplicidade, teria integrado o conjunto de temas das palestras na Universidade de Harvard, projeto interrompido pela morte de Calvino antes dele ter elaborado a sexta palestra, razão pela qual as preleções não chegaram a ser lidas para o público destinado. Pelo mesmo motivo, o livro Seis propostas para o próximo milênio contém apenas cinco eixos temáticos.
⠀⠀⠀Desdobrando a perspectiva introdutória, os demais trinta e cinco ensaios focam em obras e autores clássicos, tanto os já consagrados pela tradição, tais como aqueles que ainda não tiveram tempo de passar com êxito por esta prova de fogo, mas que manifestam, desde seu aparecimento, vigor para o desafio. No ensaio a respeito de Anábase, de Xenofonte, Calvino salienta o caráter de documentário que confere dignidade a cenas terríveis de embates bélicos com perda de contingente humano bem como o confronto com obstáculos físicos, tais como a travessia de montanhas nevadas. É possível reconhecer, neste ensaio, reverberações da proposta exatidão, desenvolvida por Calvino tanto em sua literatura quanto em sua ensaística.
⠀⠀⠀O ensaio sobre Metamorfoses, de Ovídio, examina a contiguidade entre todos os entes: fauna, flora, reino mineral e deuses. As histórias terrestres mimetizam as celestes, mas se entrelaçam em espirais. Calvino observa que a narração não tem interrupções bruscas. Ao contrário, todos os contos estão interligados, amalgamando a consistência à multiplicidade, bem como à leveza, entendida como leveza de perspectiva.
⠀⠀⠀De livros completamente inexplorados por traduções para a língua portuguesa, tais como o poema As sete princesas, do persa do século XII Nezami, com a poligamia como pressuposto normativo, e o Cálculo dos prazeres e das dores da vida humana, do veneziano do século XVIII Gianmmaria Ortes, com sua crítica paradoxal e pessimista da Razão, a obras extensamente adaptadas, como Robinson Crusoe, de William Defoe, analisado por Calvino como um diário das virtudes mercantis, passando por obras célebres, tais como Ficções e A biblioteca de Babel, de nosso vizinho linguístico e geográfico, Jorge Luis Borges, Calvino oferece um caleidoscópio de apresentações e rememorações aos leitores brasileiros.
⠀⠀⠀No caso das obras que não conhecemos, os ensaios funcionam como convites a uma primeira leitura, contendo até relatos sucintos dos enredos. Quanto às obras que conhecemos, os ensaios fornecem perspectivas que provavelmente podem enriquecer nossas leituras através da exposição de suas poéticas, de suas particularidades estilísticas. Leitores afeitos à ficção e à ensaística de Calvino poderão observar convergências entre os temas abordados nestes ensaios e em outros textos literários do autor, tais como Cidades Invisíveis. Jamais pretendendo reduzir sua visão à verdade última sobre os textos examinandos, Calvino é invariavelmente certeiro, fazendo com que esta coleção de ensaios já tenha nascido um clássico.
Referências
Calvino, Italo. Perché leggere i classici. Milano: Mondadori, 1991.
Calvino, Italo. Por que ler os clássicos. Tradução de Nilson Moulin. Edição especial. São Paulo: Companhia das Letras, 2023.
Ecos da Tradução. Disponível em https://ecos-da-traducao.blogspot.com/2017/09/conheca-index-translationum-o-catalogo.html
Historical facts associated with the work
| Start year | End year | Historical event |
|---|---|---|
| 1889 | 1930 | Política: República Velha |
| 1924 | 1924 | Levante Tenentista em São Paulo |
| 1924 | 1924 | Começa a guerra civil em Honduras |
| 1924 | 1924 | Mahatma Gandhi, líder nacionalista indio, é liberado da prisão |
| 1924 | 1924 | Morre Vladimir Lênin, líder da Revolução Russa de 1917. Ele foi o primeiro presidente comunista do país |
| 1924 | 1924 | Literatura: É publicado O Processo, a primeira das grandes novelas de Franz Kafka |
| 1925 | 1927 | Coluna Prestes |
| 1925 | 1939 | Desenvolvimento dos Estados Totalitários na Europa |
| 1927 | 1927 | Congresso Regionalista do Recife |
| 1927 | 1927 | Primeira sessão de um filme em 35mm com som é apresentada em Nova York. O filme foi The Jazz Singer (O Cantor de Jazz), de Alan Crosland, protagonizado por Al Jolson e produzido pela Warner Brothers |
| 1929 | 1929 | Mundo, economia: Quebra da Bolsa de Nova York |
| 1929 | 1929 | Formação da Aliança Liberal entre RS e MG |
| 1930 | 1945 | Primeiro governo de Getúlio Vargas |
| 1930 | 1930 | Fim da República do Café com Leite (República Velha) |
| 1932 | 1932 | Revolução Constitucionalista em São Paulo |
| 1933 | 1933 | Início do III Reich, na Alemanha |
| 1933 | 1933 | Os Estados Unidos reconhecem oficialmente a URSS |
| 1933 | 1933 | Fundação do Partido Integralista |
| 1933 | 1933 | Na Alemanha nazista é iniciada a perseguição contra os judeus. O governo pede que sejam boicotados todos os empreendimentos cujos donos sejam judeus |
| 1934 | 1934 | Assinado um acordo franco-italiano para regular os limites e fronteiras das colônias da Africa |
| 1935 | 1935 | Intentona comunista liderada por Luiz Carlos Prestes |
| 1935 | 1935 | Lei de Segurança Nacional contra a subversão |
| 1935 | 1935 | A Islândia se torna o primeiro país a legalizar o aborto por motivos médicos e sociais |
| 1936 | 1939 | Guerra Civil Espanhola |
| 1937 | 1945 | Estado Novo |
| 1937 | 1937 | Criação do Instituto Nacional do Livro |
| 1938 | 1938 | Criação do Conselho Nacional do Petróleo |
| 1938 | 1938 | Morre Virgulino Ferreira, o Lampião |
| 1938 | 1938 | 04/02 - Hitler se autoproclama comandante supremo das forças armadas alemãs |
| 1939 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial |
| 1939 | 1939 | Criação da Companhia Siderúrgica Nacional |
| 1939 | 1939 | Criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) |
| 1939 | 1939 | Guerra Civil espanhola: as tropas franquistas entram em Barcelona |
| 1940 | 1950 | Desenvolvimento da ficção intimista |
| 1940 | 1940 | 02/02 - É realizada em Belgrado a Conferência de Paz dos Estados balcânicos |
| 1940 | 1940 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: as forças alemãs conquistaram a Dinamarca, a Holanda, a Bélgica, a Noruega e a França |
| 1941 | 1941 | A Columbia Broadcasting System realiza a primeira demonstração de uma tela de televisão em cores |
| 1941 | 1941 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: A guarnição italiana de Tobruk (Líbia) rende-se às forças aliadas |
| 1942 | 1942 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: Batalha de Stalingrado |
| 1942 | 1942 | Conflito: Segunda Guerra mundial: começa a contra-ofensiva alemã no norte da África |
| 1942 | 1942 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: O presidente Getúlio Vargas decreta o confisco de bens de imigrantes alemães e italianos |
| 1943 | 1943 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: Os aliados adotam na Conferência da Casablanca o princípio de |
| 1943 | 1943 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: começam os bombardeios aéreos sistemáticos dos aliados contra o Reich |
| 1943 | 1943 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: a Alemanha recruta todos os homens de 16 a 65 anos |
| 1944 | 1944 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: tropas aliadas aterrizam em Anzio, perto de Roma, e empreendem a conquista da Itália |
| 1945 | 1945 | Queda do Estado Novo |
| 1945 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: em 6 de agosto, os EUA lançam a bomba atômica sobre Hiroshima (Japão) |
| 1945 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: Conferêencia de Yalta (Crimea): Roosevelt, Churchill e Stalin tratam dos problemas derivados da II Guerra Mundial e estabelecem as respectivas zonas de influência na Europa. |
| 1945 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: em 09/08, EUA lançam a bomba atômica sobre Nagasaki (Japão) |
| 1945 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: em 15/08, rendição incondicional do Japão |
| 1945 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: a bordo do encouraçado Missouri, os norte-americanos entram na baía de Tóquio e é assinada a paz, pondo fim à Segunda Guerra, depois de 6 anos e 50 milhões de mortos |
| 1945 | 1945 | 25/04 - Conferência de São Francisco cria a Organização das Nações Unidas |
| 1945 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: as tropas nore-americanas desembarcam em Okinawa, etapa prévia à entrada no Japão |
| 1946 | 1950 | Governo Eurico Gaspar Dutra |
| 1946 | 1946 | Proclamação da República da Hungria |
| 1946 | 1946 | A ONU cria o Conselho de Segurança |
| 1946 | 1946 | Guerra Fria: O primeiro-ministro inglês, Winston Churchill, usa pela primeira vez a expressão "cortina de ferro" para designar os limites da Europa sob o domínio comunista |
| 1947 | 1947 | As tropas britânicas retiram-se da Palestina |
| 1947 | 1947 | Dissolução dos partidos anticomunistas na Polônia e na Hungria |
| 1948 | 1948 | Plano SALTE |
| 1948 | 1948 | Aprovação da Declaração dos Direitos do Homem (ONU) |
| 1948 | 1948 | Cultura: criação do Clube do Livro |
| 1948 | 1948 | O Tribunal Supremo dos Estados Unidos declara a igualdade de educação para brancos e negros |
| 1948 | 1948 | Mahatma Gandhi, o maior líder nacionalista hindu e pacifista, é assassinado aos 78 anos a tiros por um jovem fanático |
| 1949 | 1949 | Vitória da Revolução Chinesa |
| 1950 | 1954 | Política: segundo governo de Getúlio Vargas |
| 1950 | 1950 | Inauguração da PRF-3 TV TUPI, primeira emissora de televisão do país |
| 1950 | 1950 | Fundação da Cinematográfica Vera Cruz |
| 1950 | 1950 | A ONU concede independência à Líbia |
| 1950 | 1950 | Surgimento da poesia concreta |
| 1952 | 1952 | A Universidade do Tenesse, nos Estados Unidos, admite o primeiro estudante negro |
| 1953 | 1953 | O presidente norte-americano Harry Truman anuncia que os Estados Unidos haviam desenvolvido a bomba de hidrogênio |
| 1955 | 1955 | Instalação da indústria automobilística |
| 1956 | 1960 | Governo Kubitschek |
| 1956 | 1956 | Lançado o Programa de Metas, no Governo Kubitschek |
| 1956 | 1956 | O Islamismo se converte como religião oficial do Egito, por mandato constitucional |
| 1958 | 1958 | Início da Bossa Nova |
| 1958 | 1958 | Cientistas britânicos e norteamericanos anunciam que conseguiram uma fusão nuclear controlada |
| 1959 | 1959 | Revolução Cubana |
| 1959 | 1959 | As Nações Unidas aprovam a Declaração Universal dos Direitos da Criança |
| 1959 | 1959 | 02/02 - Indira Gandhi é nomeada presidente do Partido do Congresso da Índia |
| 1960 | 1960 | Martin Luther King torna-se líder do movimento negro nos EUA |
| 1961 | 1961 | Posse e renúncia de Jânio Quadros |
| 1961 | 1961 | Rompimento entre EUA e Cuba |
| 1961 | 1961 | Início do movimento do Cinema Novo |
| 1961 | 1961 | Começa a funcionar o Centro Popular de Cultura da UNE |
| 1963 | 1963 | Plebiscito: revogação do Parlamentarismo |
| 1963 | 1963 | Movimento de Educação de Base |
| 1963 | 1963 | Criação do Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE) |
| 1963 | 1963 | Começa na Alemanha o Julgamento de Auschwitz |
| 1964 | 1964 | A televisão começa a liderar os meios de comunicação de massa |
| 1964 | 1964 | 02/02 - A sonda norte-americana Ranger VI chega à Lua. |
| 1965 | 1965 | Guerra do Vietnã, contra os EUA |
| 1965 | 1965 | A espaçonave Venera 3, lançada pela União Soviética, torna-se a primeira a aterrissar em outro planeta |
| 1966 | 1966 | AI n°2 - Extinção dos partidos e instituição da Arena e MDB |
| 1967 | 1967 | Surgimento do Tropicalismo |
| 1967 | 1976 | Golpe Militera na Argentina |
| 1967 | 1967 | URSS, Estados Unidos e Grã Bretanha firmam acordo em Moscou sobre o uso pacífico do espaço |
| 1968 | 1968 | AI n°5 |
| 1968 | 1968 | expansão do Tropicalismo |
| 1968 | 1969 | Governo Costa e Silva |
| 1968 | 1968 | Conflito entre estudantes da USP e do Mackenzie (SP) |
| 1968 | 1968 | Criação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil |
| 1968 | 1968 | A sonda espacial americana Surveyor 7 chega à superfície lunar. O primeiro homem pisaria na Lua no ano seguinte |
| 1969 | 1974 | Governo Médici |
| 1969 | 1969 | Chegada do homem à Lua |
| 1969 | 1969 | O estudante Jan Palach coloca fogo em si mesmo e morre na praça Wenzel, de Praga, em protesto pela ocupação soviética na Checoslováquia e a abolição das liberdades individuais |
| 1970 | 1970 | Início da construção da Transamazônica |
| 1972 | 1972 | 04/02 - A sonda dos EUA Mariner IX transmite fotos de Marte |
| 1973 | 1973 | Golpe Militar no Chile - morte do presidente Salvador Allende |
| 1973 | 1973 | Guerra do Vietnã: Vietnã do Norte e Estados Unidos firmam em Paris um tratado para o fim da guerra do Vietnã |
| 1974 | 1979 | Governo Geisel |
| 1975 | 1975 | Escândalo de Watergate (EUA) |
| 1975 | 1975 | Morte do jornalista Wladimir Herzog |
| 1975 | 1975 | Política: Margaret Thatcher é eleita presidenta do Partido Conservador Britânico |
| 1976 | 1976 | Eclosão dos movimentos pela emancipação da mulher |
| 1976 | 1976 | Independência de Angola |
| 1977 | 1977 | Revogação do AI nº5 |
| 1977 | 1977 | Política: referéndum no Paraguai, que ratifica como presidente vitalício o general Stroessner |
| 1978 | 1978 | Organização dos Sindicatos dos Metalúrgicos em SP |
| 1978 | 1978 | China anuncia o fim de 10 anos de proibição da leitura de 70 renomados escritores internacionais como Platão, Charles Dickens, William Shakespeare e Victor Hugo |
| 1979 | 1979 | Revogação do AI nº 5 - Lei da Anistia |
| 1979 | 1979 | Extinção da Arena e do MDB e criação de novos partidos |
| 1979 | 1979 | Revolução Sandinista na Nicarágua |
| 1980 | 1980 | Greve operária no ABC paulista |
| 1980 | 1980 | Cultura: o musical Calabar, de Chico Buarque de Hollanda e Ruy Guerra, e o filme Z, do diretor grego Costa-Gravas, são liberados pela Censura Federal depois de terem sido proibidos em 1973 |
| 1981 | 1981 | explosão da bomba do Riocentro |
| 1982 | 1982 | Guerra das Malvinas |