Translation Data

A ilha de Arturo : memórias de um garoto

Writer Elsa Morante (1912-1985)
Translator Roberta Barni
Classification Romance ou novela Tradução
Years

Year of publication: 2019

Other data
Edition
1
Language
Português
Dimensions
15x23 cm
Publication medium
Impresso
ISBN
9788569002604
Pages
384
Data about the translated originals
Complete translation of the work
Source
  • Projeto Dicionário Bibliográfico da Literatura Italiana Traduzida
Reference MORANTE, Elsa. A ILHA DE ARTURO: MEMÓRIAS DE UM GAROTO. Trad. BARNI, Roberta. São Paulo, SP: Carambaia, 2019. 384 p.

Verbete sobre A ilha de Arturo By N.N. (Nome Desconhecido)

A ilha de Arturo de Elsa Morante

Por Janette Tavano

Março/2026


⠀⠀⠀O segundo romance de Elsa Morante (1912–1985), L'isola di Arturo, foi publicado em 1957, na Itália, pela Editora Einaudi. No mesmo ano, o livro ganhou o prestigiado prêmio Strega e foi traduzido para vários idiomas, consolidando a presença da escritora e de sua obra na maioria dos países europeus.


⠀⠀⠀A história de Arturo, o menino que tinha o nome da estrela mais brilhante da constelação do Boieiro – xará de Arthur Rimbaud, o poeta preferido de Morante –, começou a ser escrita em 1952, e seria uma novela dentro do livro Due amori impossibili [Dois amores impossíveis], que também traria uma segunda trama, chamada Nerina. O projeto mudou depois que a escritora passou alguns dias de verão em Procida, uma pequena ilha no golfo de Nápoles. Encantada com a beleza e o estilo de vida do lugar, ela voltou para Roma e decidiu se concentrar na narrativa de Arturo, o jovem que rememora sua infância e juventude em Procida, de onde partiu para se alistar no exército aos 16 anos.


⠀⠀⠀Na época, a escritora declarou para alguns jornalistas e colegas, como o crítico literário Giacomo Debenedetti, que também havia um desejo mais antigo e íntimo envolvido nesse processo de escrita: "Eu sempre quis ser um menino, um menino como Arturo, que pode caçar e pescar e escalar grandes pedras, e andar malvestido, e ter sonhos e ilusões de menino. E eu sempre quis nadar, mas... nunca aprendi. Talvez, por isso, Arturo passe tanto tempo no mar" (tradução minha), disse em uma entrevista para Frederic Morton, da "Times", durante uma viagem a Nova York, em 1959, quando L'isola di Arturo foi traduzido nos Estados Unidos por Isabel Quigly para a editora Alfred A. Knopf (TUCK, 2008, p. 127). Essa identificação com o personagem nunca se perdeu, já que, um ano antes de sua morte, a escritora repetiu "Arturo, c'est moi!" [Arturo, sou eu!], em uma conversa com o tradutor Jean-Noël Schifano, inspirando-se na famosa frase de Gustave Flaubert sobre Madame Bovary.


⠀⠀⠀O subtítulo Memorie di un fanciullo [Memórias de um garoto] leva os leitores para o narrador em primeira pessoa, Arturo Gerace, que, durante o período em que é prisioneiro de guerra na África, relembra sua vida na bela ilha ao sul da Itália, onde cresceu livre e solitário, num palácio malcuidado que já havia sido um convento de frades e uma casa de reuniões masculinas - a Casa dei guaglioni. Órfão de mãe, que morreu durante o seu parto antes de completar 18 anos, ele também é quase um órfão de pai, já que Wilhelm Gerace passa a maior parte do tempo longe de casa, em viagens longas, misteriosas e sem data de volta. E mesmo quando retorna por algum tempo, não se preocupa em construir uma relação carinhosa e profunda com o filho, por mais que o menino tente impressioná-lo. As companhias de Arturo eram a cachorra Immacolatella -- a única figura feminina ao seu lado – e o babá Silvestro, além de uma pequena foto desbotada da mãe, "adoração fantástica de toda a minha meninice" (MORANTE, 2019, p.9). Isso muda no dia em que o pai desembarca na ilha acompanhado por uma jovem napolitana, apenas dois anos mais velha que Arturo, que na época estava com 14. É Nunziata, com quem ele havia acabado de se casar. Essa nova configuração familiar deixa o garoto perturbado e enciumado, mas, com o tempo, os jovens - ambos abandonados, um pelo pai e a outra pelo marido - se aproximam, e a rejeição à madrasta dá lugar a um amor impossível.


⠀⠀⠀Marcado pelas fantasias e pelos sentimentos tempestuosos de Arturo, o texto dialoga com narrativas de mitos, fábulas e romances de aventura e de formação dos séculos XVIII e XIX. A própria autora fez questão de escrever uma advertência para os leitores no início do livro, assumindo que a história é totalmente imaginária, reforçando, assim, um estilo livre do contexto literário neorrealista da época, marcado pelo pós-guerra e pelo fascismo. Alguns anos antes, em 1950, Morante publicou um artigo no jornal italiano "Mondo", chamado Tre personaggi, no qual reflete sobre a ideia de existirem três tipos de heróis, talvez já envolvida no processo de criação do seu Arturo. Para ela havia Aquiles, que aceitava a realidade; Hamlet, que a recusava, e Dom Quixote, que inventava a própria. Nesse aspecto, Arturo se parecia com o personagem de Miguel de Cervantes, criando os seus mundos, especialmente aqueles onde o pai sempre surgia como um ideal de grandeza humana, como se pode ver no seguinte trecho: "Eu imaginava os grandes comandantes e guerreiros todos loiros e parecidos com meu pai [...]. Quando Wilhelm Gerace viajava novamente, eu tinha certeza de que ele partia rumo a ações aventurosas e heroicas: sem dúvida eu teria acreditado se ele me contasse que estava indo conquistar os polos, ou a Pérsia, como Alexandre da Macedônia; que à sua espera, do outro lado do mar, havia companhias de bravos sob seu comando; que ele era um derrotador de corsários ou de bandidos, ou então, ao contrário, que ele próprio era um grande Corsário ou um Bandido" (MORANTE, 2019, p.37). A imaginação e a linguagem do garoto eram alimentadas principalmente pelos livros de heróis e de aventura que ele gostava de ler - sem ir para a escola, Arturo era autodidata, igual à autora, que aprendeu a ler e escrever sozinha quando era criança.


⠀⠀⠀Mas, apesar da advertência inicial do livro, não é possível dizer que o livro não toque na realidade. Isso acontece graças à escrita hábil de Morante, que entrelaçou o real e o imaginário na voz do narrador: é Arturo, já mais velho e um prisioneiro atravessado pelos horrores da guerra, quem está falando e tentando se reconectar com o Arturo do mundo fantástico de Procida. Entre eles, existe o mar: "Não é possível sair da ilha sem a travessia pelo mar materno: como se fosse a passagem da pré-história infantil para a história e a consciência" (tradução minha), diz o texto da quarta capa da reedição de L'isola di Arturo (publicada pela Einaudi, em 1975, na coleção "Gli struzzi"), que é atribuído à própria Morante, apesar de não estar assinado. Assim, o universo infantil, da fábula, em algum momento, acaba se deparando com a realidade. A ilha, como o lugar que isola e protege, não é mais capaz de poupar Arturo das perdas, ausências e impossibilidades reais da vida. O menino abandona o mundo encantado em direção à guerra e torna-se o homem que dá voz ao romance. “A maturidade é uma sombra no céu festivo desta prosa, semelhante a um pensamento frio e reprimido, a um presságio impossível da noite próxima” (tradução minha), escreveu Cesare Garboli em um ensaio publicado na introdução da edição de 2014.


⠀⠀⠀Segundo Graziella Bernabò, pesquisadora de literatura italiana contemporânea, "tudo isso [o mito, a fábula, o romance de aventura e de formação] está inserido em um romance realista de fundo psicológico, com fortes implicações psicanalíticas e existenciais de um estilo típico do século XX" (BERNABÒ, 2023, p.119, tradução minha). A ideia de que o imaginário e o real caminham juntos na obra se confirma em um depoimento da própria Morante, divulgado no documentário "Portrait di Elsa Morante”, da roteirista e cineasta Francesca Comencini: "Com esse livro quis escrever uma história que se assemelhasse um pouco à de Robinson Crusoé, um rapaz que descobre todas as coisas mais importantes, mais bonitas e também as mais feias da vida. Para ele, tudo é aventura, assombro, beleza, porque vê as coisas pela primeira vez e não tem experiência nem com o bem nem com o mal. E como vive em uma das ilhas mais lindas que já conheci, que é a ilha de Procida, tudo aquilo que cai diante do seu olhar é de uma beleza especial, e dessa forma a vida tem um colorido fantástico para ele. Talvez por isso, alguém descreveu a história como uma fábula, mas para mim, o meu livro é um dos mais realistas que foram escritos nos últimos tempos" (apud BERNABÒ, 2023 p.120, tradução minha).


⠀⠀⠀Morante escreveu quatro romances, 57 contos, duas antologias poéticas e nove ensaios. Seu fascínio pelas palavras começou cedo: em uma entrevista que concedeu logo depois de ganhar o Strega ao jornal "L'Espresso", em 7 de julho de 1957, ela declarou: "Não me lembro de uma época na qual eu não escrevesse. Pode-se dizer que comecei a escrever quando as outras crianças aprendiam a correr" (tradução minha). A partir dos 21 anos ela passou a publicar fábulas no “Corriere dei Piccoli”, uma revista semanal voltada para o público infantil, que fazia parte do jornal italiano “Corriere della Sera”. Entre 1937 e 1941, seus contos podiam ser lidos em várias revistas, como "Il Meridiano di Roma", "Panorama", "Prospettive" e "Oggi". Até conseguir publicar os romances, ela ainda viveu um período conturbado por conta da guerra e da perseguição aos judeus na Itália. Embora a escritora não seguisse o judaísmo, ela tinha ascendência judaica por parte da mãe, a professora Irma Poggibonsi, que vinha de uma família judia do norte da Itália. Além disso, em 1941, Morante casou-se com o escritor Alberto Moravia (1907-1990), que também tinha origem judaica por parte de pai e era reconhecidamente antifascista. Para escapar da perseguição, o casal deixou Roma em 1943, refugiando-se na região da Ciociaria. Nesse período, Morante começou a escrever Menzogna e sortilegio, seu primeiro romance, "com absoluta autonomia em relação à política cultural dominante" (BERNABÒ, 2023 p. 74, tradução minha).


⠀⠀⠀No Brasil, A Ilha de Arturo demorou alguns anos para ser publicado. Foi apenas em 2003 que a editora Berlendis e Vertecchia adquiriu os direitos da obra, que foi traduzida por Loredana de Stauber Caprara. Em 2019, a editora Carambaia lançou uma nova versão, em capa dura e com um projeto gráfico muito bem cuidado, com tradução de Roberta Barni e posfácio de Davi Pessoa. Um dos desafios da tradução passou pelo que Garboli chamou de linguagem de "timbre misto": "Morante, ao narrar em primeira pessoa, identificando-se com seu menino-herói, consegue soar, sem falsos tons, duas cordas de timbre misto: o espanto e a ironia, a insignificância e a magnificência das coisas, o mito e o oposto do mito", escreveu. No texto original também há várias expressões em dialeto napolitano, que foram mantidas na edição em português, com as respectivas traduções em notas de rodapé, como piccerillo (menino), màmmeta (minha mãe), nennella (garotinha), scunzigliati (desajuizados), entre outros. Infelizmente, a Carambaia informa que a edição física do título está esgotada. Em circulação, no Brasil, atualmente, é possível encontrar apenas uma obra traduzida de Morante: a coletânea de ensaios Pró ou contra a bomba atômica, com tradução de Davi Pessoa, lançada em 2017 pela editora Âyiné.

⠀⠀

Agradecimento:

A autora do verbete, Janette Tavano, agradece ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelo apoio financeiro para a realização de suas pesquisas sobre o tema [processo nº 131163/2026-4].



Referências bibliográficas:


BERNABÒ, Graziella. La fiaba estrema - Elsa Morante tra vita e scritura. Roma: Carocci Editore, 2023.

MORANTE, Elsa. L'isoladi Arturo. Torino: Einaudi, 2014.

______________. L'isoladi Arturo. Coleção Gli Struzzi. Torino: Einaudi, 1975.

MORANTE, Elsa. A ilha de Arturo. Tradução de Roberta Barni. São Paulo: Carambaia, 2019.

TUCK, Lily. Woman of Rome: A Life of Elsa Morante. New York: Harper Collins Publishers, 2008.


Site:

BIBLIOTECA NAZIONALE CENTRALE DI ROMA. Le stanze di Elsa. "Tre personaggi", in "Mondo". Ministero della Cultura, Roma, 2006. Disponível em: https://mostrebncrm.cultura.gov.it/morante/periodici/reporter/GIORN_112300011.html. Acesso em: 15 de mar. de 2026.

BIBLIOTECA NAZIONALE CENTRALE DI ROMA. Le stanze di Elsa. Entrevista "L'Espresso". Ministero della Cultura, Roma, 2006. Disponível em: https://mostrebncrm.cultura.gov.it/morante/periodici/interviste/ESPRESSO00001.html. Acesso em: 15 de mar. de 2026.


Historical facts associated with the work

Start year End year Historical event
1889 1930 Política: República Velha
1910 1914 Governo Hermes da Fonseca
1912 1916 Guerra do Contestado
1913 1913 Abertura do Canal do Panamá
1913 1913 Começa a Segunda Guerra dos Bálcãs
1913 1913 Primeira transmissão telefônica sem fio entre Nova York e Berlim
1914 1918 Política: Governo Wenceslau Brás
1914 1914 Henry Ford, fundador da Ford, anuncia um novo sistema na linha de montagem de sua fábrica, que reduzia de 12,5 horas para 93 minutos a produção de um carro
1915 1919 Governo Nilo Peçanha
1915 1915 Início da Biblioteca Infantil Melhoramentos
1915 1915 Primera Guerra Mundial: Batalha naval entre britânicos e alemães em Doggerbank e Helgoland
1915 1915 Primeira Guerra Mundial: primeiro bombardeio aéreo massivo registrado pela história, realizado por aviões franceses contra as fábricas alemãs de explosivos
1915 1915 Primeira Guerra Mundial: é selado um acordo secreto entre os aliados e a Itália, que oferece a este país compensações territoriais caso ele declare guerra contra a Áustria
1917 1917 Estudantes de São Paulo criam a Liga Nacionalista
1917 1920 Revolução Russa
1919 1919 Criação do Fascismo na Itália
1919 1919 Fundação do Partido Nazista na Alemanha
1919 1919 Assassinato em Berlim de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, fundadores do Partido Comunista alemão
1919 1919 Iniciada a conferencia de paz de Versalhes que encerrou oficialmente a Primeira Guerra Mundial
1919 1919 rimeira reunião do Parlamento irlandês, em que se confirma o estabelecimento da República deste país
1919 1919 É inaugurado o primeiro Congresso Internacional Comunista (Komintern)
1920 1920 Primeiro dia em que deixou-se de publicar os jornais na Espanha, como conseqüência da implantação do descanso dominical para os jornalistas e trabalhadores da imprensa
1921 1921 Nasce o Partido Comunista Italiano, encabeçado por Gramsci, que pertencia ao Partido Socialista
1921 1921 Conferência dos países aliados (Paris) estabelece que a Alemanha deve pagar, em 42 anualidades, 226 milhões de marcos por indenizações da guerra
1922 1922 Levante Tenentista do Forte de Copacabana
1922 1922 Cultura: Semana de Arte Moderna
1922 1922 Mussolini toma o poder na Itália
1922 1922 a Rússia torna-se União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
1924 1924 Levante Tenentista em São Paulo
1924 1924 Começa a guerra civil em Honduras
1924 1924 Mahatma Gandhi, líder nacionalista indio, é liberado da prisão
1924 1924 Morre Vladimir Lênin, líder da Revolução Russa de 1917. Ele foi o primeiro presidente comunista do país
1924 1924 Literatura: É publicado O Processo, a primeira das grandes novelas de Franz Kafka
1925 1927 Coluna Prestes
1925 1939 Desenvolvimento dos Estados Totalitários na Europa
1927 1927 Congresso Regionalista do Recife
1927 1927 Primeira sessão de um filme em 35mm com som é apresentada em Nova York. O filme foi The Jazz Singer (O Cantor de Jazz), de Alan Crosland, protagonizado por Al Jolson e produzido pela Warner Brothers
1929 1929 Mundo, economia: Quebra da Bolsa de Nova York
1929 1929 Formação da Aliança Liberal entre RS e MG
1930 1945 Primeiro governo de Getúlio Vargas
1930 1930 Fim da República do Café com Leite (República Velha)
1932 1932 Revolução Constitucionalista em São Paulo
1933 1933 Início do III Reich, na Alemanha
1933 1933 Os Estados Unidos reconhecem oficialmente a URSS
1933 1933 Fundação do Partido Integralista
1933 1933 Na Alemanha nazista é iniciada a perseguição contra os judeus. O governo pede que sejam boicotados todos os empreendimentos cujos donos sejam judeus
1934 1934 Assinado um acordo franco-italiano para regular os limites e fronteiras das colônias da Africa
1935 1935 Intentona comunista liderada por Luiz Carlos Prestes
1935 1935 Lei de Segurança Nacional contra a subversão
1935 1935 A Islândia se torna o primeiro país a legalizar o aborto por motivos médicos e sociais
1936 1939 Guerra Civil Espanhola
1937 1945 Estado Novo
1937 1937 Criação do Instituto Nacional do Livro
1938 1938 Criação do Conselho Nacional do Petróleo
1938 1938 Morre Virgulino Ferreira, o Lampião
1938 1938 04/02 - Hitler se autoproclama comandante supremo das forças armadas alemãs
1939 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial
1939 1939 Criação da Companhia Siderúrgica Nacional
1939 1939 Criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP)
1939 1939 Guerra Civil espanhola: as tropas franquistas entram em Barcelona
1940 1950 Desenvolvimento da ficção intimista
1940 1940 02/02 - É realizada em Belgrado a Conferência de Paz dos Estados balcânicos
1940 1940 Conflito: Segunda Guerra Mundial: as forças alemãs conquistaram a Dinamarca, a Holanda, a Bélgica, a Noruega e a França
1941 1941 A Columbia Broadcasting System realiza a primeira demonstração de uma tela de televisão em cores
1941 1941 Conflito: Segunda Guerra Mundial: A guarnição italiana de Tobruk (Líbia) rende-se às forças aliadas
1942 1942 Conflito: Segunda Guerra Mundial: Batalha de Stalingrado
1942 1942 Conflito: Segunda Guerra mundial: começa a contra-ofensiva alemã no norte da África
1942 1942 Conflito: Segunda Guerra Mundial: O presidente Getúlio Vargas decreta o confisco de bens de imigrantes alemães e italianos
1943 1943 Conflito: Segunda Guerra Mundial: Os aliados adotam na Conferência da Casablanca o princípio de
1943 1943 Conflito: Segunda Guerra Mundial: começam os bombardeios aéreos sistemáticos dos aliados contra o Reich
1943 1943 Conflito: Segunda Guerra Mundial: a Alemanha recruta todos os homens de 16 a 65 anos
1944 1944 Conflito: Segunda Guerra Mundial: tropas aliadas aterrizam em Anzio, perto de Roma, e empreendem a conquista da Itália
1945 1945 Queda do Estado Novo
1945 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial: em 6 de agosto, os EUA lançam a bomba atômica sobre Hiroshima (Japão)
1945 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial: Conferêencia de Yalta (Crimea): Roosevelt, Churchill e Stalin tratam dos problemas derivados da II Guerra Mundial e estabelecem as respectivas zonas de influência na Europa.
1945 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial: em 09/08, EUA lançam a bomba atômica sobre Nagasaki (Japão)
1945 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial: em 15/08, rendição incondicional do Japão
1945 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial: a bordo do encouraçado Missouri, os norte-americanos entram na baía de Tóquio e é assinada a paz, pondo fim à Segunda Guerra, depois de 6 anos e 50 milhões de mortos
1945 1945 25/04 - Conferência de São Francisco cria a Organização das Nações Unidas
1945 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial: as tropas nore-americanas desembarcam em Okinawa, etapa prévia à entrada no Japão
1946 1950 Governo Eurico Gaspar Dutra
1946 1946 Proclamação da República da Hungria
1946 1946 A ONU cria o Conselho de Segurança
1946 1946 Guerra Fria: O primeiro-ministro inglês, Winston Churchill, usa pela primeira vez a expressão "cortina de ferro" para designar os limites da Europa sob o domínio comunista
1947 1947 As tropas britânicas retiram-se da Palestina
1947 1947 Dissolução dos partidos anticomunistas na Polônia e na Hungria
1948 1948 Plano SALTE
1948 1948 Aprovação da Declaração dos Direitos do Homem (ONU)
1948 1948 Cultura: criação do Clube do Livro
1948 1948 O Tribunal Supremo dos Estados Unidos declara a igualdade de educação para brancos e negros
1948 1948 Mahatma Gandhi, o maior líder nacionalista hindu e pacifista, é assassinado aos 78 anos a tiros por um jovem fanático
1949 1949 Vitória da Revolução Chinesa
1950 1954 Política: segundo governo de Getúlio Vargas
1950 1950 Inauguração da PRF-3 TV TUPI, primeira emissora de televisão do país
1950 1950 Fundação da Cinematográfica Vera Cruz
1950 1950 A ONU concede independência à Líbia
1950 1950 Surgimento da poesia concreta
1952 1952 A Universidade do Tenesse, nos Estados Unidos, admite o primeiro estudante negro
1953 1953 O presidente norte-americano Harry Truman anuncia que os Estados Unidos haviam desenvolvido a bomba de hidrogênio
1955 1955 Instalação da indústria automobilística
1956 1960 Governo Kubitschek
1956 1956 Lançado o Programa de Metas, no Governo Kubitschek
1956 1956 O Islamismo se converte como religião oficial do Egito, por mandato constitucional
1958 1958 Início da Bossa Nova
1958 1958 Cientistas britânicos e norteamericanos anunciam que conseguiram uma fusão nuclear controlada
1959 1959 Revolução Cubana
1959 1959 As Nações Unidas aprovam a Declaração Universal dos Direitos da Criança
1959 1959 02/02 - Indira Gandhi é nomeada presidente do Partido do Congresso da Índia
1960 1960 Martin Luther King torna-se líder do movimento negro nos EUA
1961 1961 Posse e renúncia de Jânio Quadros
1961 1961 Rompimento entre EUA e Cuba
1961 1961 Início do movimento do Cinema Novo
1961 1961 Começa a funcionar o Centro Popular de Cultura da UNE
1963 1963 Plebiscito: revogação do Parlamentarismo
1963 1963 Movimento de Educação de Base
1963 1963 Criação do Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE)
1963 1963 Começa na Alemanha o Julgamento de Auschwitz
1964 1964 A televisão começa a liderar os meios de comunicação de massa
1964 1964 02/02 - A sonda norte-americana Ranger VI chega à Lua.
1965 1965 Guerra do Vietnã, contra os EUA
1965 1965 A espaçonave Venera 3, lançada pela União Soviética, torna-se a primeira a aterrissar em outro planeta
1966 1966 AI n°2 - Extinção dos partidos e instituição da Arena e MDB
1967 1967 Surgimento do Tropicalismo
1967 1976 Golpe Militera na Argentina
1967 1967 URSS, Estados Unidos e Grã Bretanha firmam acordo em Moscou sobre o uso pacífico do espaço
1968 1968 AI n°5
1968 1968 expansão do Tropicalismo
1968 1969 Governo Costa e Silva
1968 1968 Conflito entre estudantes da USP e do Mackenzie (SP)
1968 1968 Criação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil
1968 1968 A sonda espacial americana Surveyor 7 chega à superfície lunar. O primeiro homem pisaria na Lua no ano seguinte
1969 1974 Governo Médici
1969 1969 Chegada do homem à Lua
1969 1969 O estudante Jan Palach coloca fogo em si mesmo e morre na praça Wenzel, de Praga, em protesto pela ocupação soviética na Checoslováquia e a abolição das liberdades individuais
1970 1970 Início da construção da Transamazônica
1972 1972 04/02 - A sonda dos EUA Mariner IX transmite fotos de Marte
1973 1973 Golpe Militar no Chile - morte do presidente Salvador Allende
1973 1973 Guerra do Vietnã: Vietnã do Norte e Estados Unidos firmam em Paris um tratado para o fim da guerra do Vietnã
1974 1979 Governo Geisel
1975 1975 Escândalo de Watergate (EUA)
1975 1975 Morte do jornalista Wladimir Herzog
1975 1975 Política: Margaret Thatcher é eleita presidenta do Partido Conservador Britânico
1976 1976 Eclosão dos movimentos pela emancipação da mulher
1976 1976 Independência de Angola
1977 1977 Revogação do AI nº5
1977 1977 Política: referéndum no Paraguai, que ratifica como presidente vitalício o general Stroessner
1978 1978 Organização dos Sindicatos dos Metalúrgicos em SP
1978 1978 China anuncia o fim de 10 anos de proibição da leitura de 70 renomados escritores internacionais como Platão, Charles Dickens, William Shakespeare e Victor Hugo
1979 1979 Revogação do AI nº 5 - Lei da Anistia
1979 1979 Extinção da Arena e do MDB e criação de novos partidos
1979 1979 Revolução Sandinista na Nicarágua
1980 1980 Greve operária no ABC paulista
1980 1980 Cultura: o musical Calabar, de Chico Buarque de Hollanda e Ruy Guerra, e o filme Z, do diretor grego Costa-Gravas, são liberados pela Censura Federal depois de terem sido proibidos em 1973
1981 1981 explosão da bomba do Riocentro
1982 1982 Guerra das Malvinas
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