Translation Data

Pró ou contra a bomba atômica : e outros escritos

Writer Elsa Morante (1912-1985)
Translator Davi Pessoa
Classification Ensaio, estudo, polêmica Tradução
Years

Year of publication: 2017

Other data
Edition
1
Language
Português
Dimensions
11x16 cm
Publication medium
Impresso
ISBN
9788592649241
Pages
199
Data about the translated originals
Source
  • Projeto Dicionário Bibliográfico da Literatura Italiana Traduzida
Reference MORANTE, Elsa. PRÓ OU CONTRA A BOMBA ATÔMICA: E OUTROS ESCRITOS. Trad. PESSOA, Davi. Belo Horizonte, MG: Editora Âyiné, 2017. 199 p.

Verbete sobre Pró ou contra a bomba atômica By N.N. (Nome Desconhecido)

Pró ou contra a bomba atômica, de Elsa Morante


Por Janette Tavano

Abril/2026


⠀⠀⠀Elsa Morante (1912-1985) é considerada uma das escritoras mais importantes do século XX na Itália, sendo reconhecida principalmente pelos seus romances, em especial L'isola di Arturo, vencedor do prêmio Strega em 1957, e La Storia, que vendeu 450 mil exemplares em apenas três meses e foi traduzido para mais de quinze idiomas. Mas ela também produziu dezenas de contos infantis e adultos, poemas, canções e, em menor volume, ensaios. São justamente esses textos de não ficção que foram reunidos pelo crítico literário Cesare Garboli no livro Pro o contro la bomba atomica e altri scritti, publicado em 1987, dois anos após a morte da escritora, pela Adelphi, e lançado no Brasil com tradução de Davi Pessoa em 2017, pela editora Âyiné.


⠀⠀⠀Em seu prefácio à edição italiana, Garboli pergunta: "Elsa era uma ensaísta?". As opiniões não são unânimes. O próprio Garboli, ao se basear no modelo elaborado pelo crítico literário Alfonso Berardinelli, hesita em dar uma resposta afirmativa: “Por mais esforço que eu faça, não consigo classificá-la sob nenhuma das três categorias identificadas por Berardinelli: não é uma historiadora da cultura, não frequenta a iluminação epistemológica e muito menos a pedagogia e a autobiografia literária” (GARBOLI, 1987 apud MORANTE, 2022, p. 8). Mas, para Angela Borghesi, professora de literatura na Universidade Bicocca, em Milão, é possível fazer uma análise mais flexível que a de Garboli: “Pergunto-me, porém, se realmente se pode negar a Morante o título de ensaísta pelo período específico de sua produção que vai do final dos anos 1950 – mais ou menos desde a publicação, em 1957, de L'isola di Arturo – até o final dos anos 1960, ou seja, até Il mondo salvato dai ragazzini. Ou até mais longe: as páginas cronológicas que compõem os sete capítulos do romance La Storia têm um tom ensaístico; Morante apresenta um relato peculiar dos acontecimentos descritos” (BORGHESI, 2026, p. 101, tradução minha). Já o escritor Carlo Sgorlon, em seu livro Invito alla lettura di Elsa Morante, afirma veementemente: “Morante não tinha uma verdadeira vocação ensaística e todos os textos reunidos no volume [Pro o contro la bomba atomica e altri scritti] surgiram a partir de oportunidades jornalísticas e editoriais. Mas, cada um deles traz a marca inconfundível da autora. Morante era, em primeiro lugar e acima de tudo, uma contadora de histórias” (SGORLON, 1972, p. 120, tradução minha). Davi Pessoa, no prefácio à edição brasileira, também reflete sobre a questão colocada por Garboli e, em sua opinião, Morante pode, sim, ser considerada uma ensaísta "se tomamos o ensaio como gesto que se adota no ato da escrita, no momento em que se escutam vozes heterogêneas sem buscar uma unidade, ou seja, como uma espécie de rapsódia. [...] Mais interessante que perguntar se Elsa era uma ensaísta, talvez seja discutir como ela tece seu ensaísmo” (PESSOA, 2022 apud MORANTE, 2022, p. 14-15).


⠀⠀⠀Borghesi procura a resposta na própria escritora: “O que Morante pensava desses textos, como os definia? Na pasta na qual os guardava, ela escreveu à mão, junto ao índice, 'Ensaios' [...]; em todas as entrevistas daqueles anos, nas contracapas das reimpressões dos dois primeiros romances e dos contos de Lo scialle andaluso, e até mesmo na contracapa da primeira edição de La Storia, Morante continua a apresentá-los como 'ensaios' e o futuro livro como uma 'coleção de ensaios'. Pode-se argumentar que o fato de ela ter elaborado alguns textos passíveis de serem chamados de ensaios não a tornava uma ensaísta. Mas se um punhado de textos faz o autor ter uma ideia diferente de si mesmo, uma concepção de mundo que carrega sua obra de novas tensões, marcando uma transição crucial, então tais escritos respondem a uma eminente atitude ensaística” (BORGHESI, 2026, p. 104, tradução minha). Independentemente das diferentes opiniões sobre a questão, é possível ainda pensar que talvez Morante não estivesse preocupada em se enquadrar em alguma categoria, pois, como aponta Daniela Marcheschi em seu artigo “Per leggere Elsa Morante”, ela queria “criar literatura sem se importar com delimitações artificiais de gênero, exatamente como estava acostumada a fazer desde o início de sua carreira” (tradução minha).


⠀⠀⠀O desejo de reunir os ensaios em um livro nasceu da própria Morante, apesar de nem sempre estar certa quanto ao projeto e mudar de ideia várias vezes, segundo Garboli, porque “talvez ela compreendesse que o ensaio é o testemunho do sacrifício de um intelectual, caso aceitemos que o lugar do intelectual é o lugar do impossível, o lugar do cruzamento de paradoxos” (GARBOLI, 1987 apud MORANTE, 2022, p. 7). São treze textos no total, que foram publicados entre os anos de 1950 e 1965 em jornais e revistas italianos. A edição segue a ordem cronológica, portanto, os primeiros sete artigos vão de 1950 a 1951, e foram escritos para o jornal Mondo – são um pouco mais curtos e estão agrupados sob o título “Vermelho e branco”: “Glória, Heróstrato e o esposo lunático"; “Defesa de certa frivolidade no hábito viril contra os perigos da austeridade”; “As personagens”; “Os três narcisos”; “O paraíso terrestre”; “O príncipe Andrei” e “Alguns exercícios preparatórios para a próxima quaresma”. Os ensaios seguintes são: “O poeta de toda a vida”, publicado no informativo da Einaudi em abril de 1957, e, quatro meses depois, no jornal Il Punto; “Sobre o romance” e “Sobre o erotismo na literatura”, ambos na revista Nuovi Argomenti, nas edições de 1959 e 1961, respectivamente; “Navona mia, na revista Illustrazione Italiana, em 1962; “Pro o contro la bomba atomica”, na Europa Letteraria, em 1965, e em Linea d'ombra, em 1984; e, por fim, “Il beato propagandista del Paradiso”, no volume Beato Angelico, da Rizzoli, em 1970.


⠀⠀⠀Morante imprime nesses textos seu olhar crítico, firme e intenso ao falar de temas como arte, literatura e bomba atômica. Segundo Borghesi, “a passagem da década de 1950 para a de 1960 foi, para Morante, um momento difícil, de reflexão, de confronto consigo mesma e com a realidade histórica e sociocultural. São também anos de estudo, de aprofundamento em vastas leituras filosóficas e em literatura sapiencial, na interseção entre o Oriente e o Ocidente, em busca de respostas às questões recentes e de uma saída para os impasses pessoais e coletivos. Por isso, não surpreende que essa fase tumultuada e sofrida de pesquisa e reflexão tenha assumido formas ensaísticas” (BORGHESI, 2026, p. 104, tradução minha).


⠀⠀⠀A escritora também fala sobre seu amor pelos animais – “na companhia de nosso cão ou de nosso gato, encontramos um descanso das exaustivas guerras da esperança e do orgulho. Graças a eles podemos encontrar sobre a Terra um olhar vivo, que nos declara a amizade mais delicada, sem nenhuma sombra de dúvida” (MORANTE, 2022, p. 36) –e de seu encanto pela Piazza Navona, “a rainha de todas as praças, não só da cidade de Roma” (MORANTE, 2022, p. 89). Em “O poeta de toda a vida”, ela presta uma bonita homenagem a Umberto Saba, um de seus poetas preferidos: “Aconteceu na Itália, em relação ao Canzoniere de Saba, aquilo que quase sempre acontece com as obras da mais alta poesia: sendo muito modernas para seus contemporâneos, precisam esperar para que seu significado seja explicado em sua plenitude para serem incorporadas pelas gerações futuras” (MORANTE, 2022, p. 47-48, grifos da autora). Nesse texto, já se pode conhecer um pouco das suas ideias sobre o gênero romance – “[...] com o nome de poema ou de romance são definidas as obras poéticas em que se reconhece a intenção de refletir o homem em sua totalidade” (MORANTE, 2022, p. 49) –, tema que será central no ensaio “Sobre o romance”. Neste, Morante expõe sua convicção de que o gênero não se define a partir de uma escrita em prosa ou em verso, e justifica falando que Eneida, de Virgílio, ou Orlando Furioso, de Ludovico Ariosto, em sua substância, são romances. “Romance seria toda obra poética em que o autor – através da narrativa repleta de acontecimentos exemplares (escolhidos por ele como pretexto ou como símbolo das relações humanas no mundo) – apresenta inteiramente uma imagem do universo real (isto é, do homem em sua realidade)” (MORANTE, 2022, p. 57). A escritora acredita que a arte se nutre de realidade e que um verdadeiro romance, mesmo o fabuloso, é sempre realista: “Todo drama humano é real, e todo romance que represente esse drama segundo a verdade é realista. Além disso, todo drama humano, enquanto humano, é um drama psicológico. [...] Todo verdadeiro romance é um drama psicológico, porque representa a relação do homem com a realidade” (MORANTE, 2022, p. 64-65).


⠀⠀⠀A realidade também está em "Pró ou contra a bomba atômica", que dá título ao livro. Antes de ser publicado, esse texto foi lido por Morante, em 19 de fevereiro de 1965, no Teatro Carignano, em Turim, e, em seguida, nos teatros Manzoni, em Milão, e Eliseo, em Roma. Mesmo sem gostar de falar em público, ela abriu uma exceção para poder expressar sua preocupação com o ritmo de autodestruição que percebia naquele momento no mundo - 1962 foi marcado por um período de grande tensão diplomática entre Estados Unidos e União Soviética, conhecido como a “crise dos mísseis de Cuba”, sendo considerado o momento em que o mundo mais se aproximou de uma guerra nuclear; pouco depois, em 1964, o conflito no Vietnã tornou-se mais intenso com o envolvimento direto das tropas norte-americanas. “A humanidade contemporânea experimenta a tentação oculta de se desintegrar” (MORANTE, 2022, p. 109), ela escreveu, afirmando em seguida que a arte seria o contrário da desintegração: “Simplesmente porque a razão da arte, sua justificação, seu único motivo de presença e sobrevivência, ou caso se prefira, sua função, é exatamente a seguinte: impedir a desintegração da consciência humana, em seu cotidiano desgastante e uso alienante com o mundo; restituir-lhe, continuamente, na confusão irreal, fragmentária e usada nas relações externas, a integridade do real, ou, em uma única palavra, a realidade” (MORANTE, 2022, p. 111-112, grifos da autora). Borghesi entende que o discurso sobre a bomba deu à Morante a oportunidade de desenvolver suas ideias sobre o papel do escritor na sociedade e reconsiderar “o conceito de realidade, elemento central de sua poética” (BORGHESI, 2026, p. 107, tradução minha).


⠀⠀⠀Diante de um mundo que continua refém da desintegração, Davi Pessoa acredita que a tradução do livro Pró ou contra a bomba atômica é bastante importante porque potencializa os ensaios de Morante, "os quais provocam um choque entre lembrança e esquecimento, dando-nos, em última análise, a possibilidade de pensar o presente de nossa disparatada existência".


Agradecimento:

A autora do verbete, Janette Tavano, agradece ao Conselho Nacional de desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelo apoio financeiro para a realização de suas pesquisas sobre o tema [processo nº 131163/2026-4].



Referências bibliográficas:

BORGHESI, Angela. "In prosa e in versi. Elsa Morante saggista". In: PARIGINI, Margherita, SPATAFORA, Michele e STROPPOLO, Daniele (Org.). La forma del saggio nel Novecento italiano - Problemi, stili, figure.Macerata: Quodlibet, 2026. p. 101-121.

MARCHESCHI, Daniela. “Per leggere Elsa Morante". In: CALDERONI, Sara (coord.). Elsa Morante e il romanzo. Milano: Marco Saya Edizioni, 2018, p. 22.

MORANTE, Elsa. Pró ou contra a bomba atômica. Tradução de Davi Pessoa. 4. ed. Belo Horizonte: Âyiné, 2022.

SGORLON, Carlo. Invito alla lettura di Elsa Morante. Milano: Ugo Mursia Editore, 1972.

Historical facts associated with the work

Start year End year Historical event
1889 1930 Política: República Velha
1910 1914 Governo Hermes da Fonseca
1912 1916 Guerra do Contestado
1913 1913 Abertura do Canal do Panamá
1913 1913 Começa a Segunda Guerra dos Bálcãs
1913 1913 Primeira transmissão telefônica sem fio entre Nova York e Berlim
1914 1918 Política: Governo Wenceslau Brás
1914 1914 Henry Ford, fundador da Ford, anuncia um novo sistema na linha de montagem de sua fábrica, que reduzia de 12,5 horas para 93 minutos a produção de um carro
1915 1919 Governo Nilo Peçanha
1915 1915 Início da Biblioteca Infantil Melhoramentos
1915 1915 Primera Guerra Mundial: Batalha naval entre britânicos e alemães em Doggerbank e Helgoland
1915 1915 Primeira Guerra Mundial: primeiro bombardeio aéreo massivo registrado pela história, realizado por aviões franceses contra as fábricas alemãs de explosivos
1915 1915 Primeira Guerra Mundial: é selado um acordo secreto entre os aliados e a Itália, que oferece a este país compensações territoriais caso ele declare guerra contra a Áustria
1917 1917 Estudantes de São Paulo criam a Liga Nacionalista
1917 1920 Revolução Russa
1919 1919 Criação do Fascismo na Itália
1919 1919 Fundação do Partido Nazista na Alemanha
1919 1919 Assassinato em Berlim de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, fundadores do Partido Comunista alemão
1919 1919 Iniciada a conferencia de paz de Versalhes que encerrou oficialmente a Primeira Guerra Mundial
1919 1919 rimeira reunião do Parlamento irlandês, em que se confirma o estabelecimento da República deste país
1919 1919 É inaugurado o primeiro Congresso Internacional Comunista (Komintern)
1920 1920 Primeiro dia em que deixou-se de publicar os jornais na Espanha, como conseqüência da implantação do descanso dominical para os jornalistas e trabalhadores da imprensa
1921 1921 Nasce o Partido Comunista Italiano, encabeçado por Gramsci, que pertencia ao Partido Socialista
1921 1921 Conferência dos países aliados (Paris) estabelece que a Alemanha deve pagar, em 42 anualidades, 226 milhões de marcos por indenizações da guerra
1922 1922 Levante Tenentista do Forte de Copacabana
1922 1922 Cultura: Semana de Arte Moderna
1922 1922 Mussolini toma o poder na Itália
1922 1922 a Rússia torna-se União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
1924 1924 Levante Tenentista em São Paulo
1924 1924 Começa a guerra civil em Honduras
1924 1924 Mahatma Gandhi, líder nacionalista indio, é liberado da prisão
1924 1924 Morre Vladimir Lênin, líder da Revolução Russa de 1917. Ele foi o primeiro presidente comunista do país
1924 1924 Literatura: É publicado O Processo, a primeira das grandes novelas de Franz Kafka
1925 1927 Coluna Prestes
1925 1939 Desenvolvimento dos Estados Totalitários na Europa
1927 1927 Congresso Regionalista do Recife
1927 1927 Primeira sessão de um filme em 35mm com som é apresentada em Nova York. O filme foi The Jazz Singer (O Cantor de Jazz), de Alan Crosland, protagonizado por Al Jolson e produzido pela Warner Brothers
1929 1929 Mundo, economia: Quebra da Bolsa de Nova York
1929 1929 Formação da Aliança Liberal entre RS e MG
1930 1945 Primeiro governo de Getúlio Vargas
1930 1930 Fim da República do Café com Leite (República Velha)
1932 1932 Revolução Constitucionalista em São Paulo
1933 1933 Início do III Reich, na Alemanha
1933 1933 Os Estados Unidos reconhecem oficialmente a URSS
1933 1933 Fundação do Partido Integralista
1933 1933 Na Alemanha nazista é iniciada a perseguição contra os judeus. O governo pede que sejam boicotados todos os empreendimentos cujos donos sejam judeus
1934 1934 Assinado um acordo franco-italiano para regular os limites e fronteiras das colônias da Africa
1935 1935 Intentona comunista liderada por Luiz Carlos Prestes
1935 1935 Lei de Segurança Nacional contra a subversão
1935 1935 A Islândia se torna o primeiro país a legalizar o aborto por motivos médicos e sociais
1936 1939 Guerra Civil Espanhola
1937 1945 Estado Novo
1937 1937 Criação do Instituto Nacional do Livro
1938 1938 Criação do Conselho Nacional do Petróleo
1938 1938 Morre Virgulino Ferreira, o Lampião
1938 1938 04/02 - Hitler se autoproclama comandante supremo das forças armadas alemãs
1939 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial
1939 1939 Criação da Companhia Siderúrgica Nacional
1939 1939 Criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP)
1939 1939 Guerra Civil espanhola: as tropas franquistas entram em Barcelona
1940 1950 Desenvolvimento da ficção intimista
1940 1940 02/02 - É realizada em Belgrado a Conferência de Paz dos Estados balcânicos
1940 1940 Conflito: Segunda Guerra Mundial: as forças alemãs conquistaram a Dinamarca, a Holanda, a Bélgica, a Noruega e a França
1941 1941 A Columbia Broadcasting System realiza a primeira demonstração de uma tela de televisão em cores
1941 1941 Conflito: Segunda Guerra Mundial: A guarnição italiana de Tobruk (Líbia) rende-se às forças aliadas
1942 1942 Conflito: Segunda Guerra Mundial: Batalha de Stalingrado
1942 1942 Conflito: Segunda Guerra mundial: começa a contra-ofensiva alemã no norte da África
1942 1942 Conflito: Segunda Guerra Mundial: O presidente Getúlio Vargas decreta o confisco de bens de imigrantes alemães e italianos
1943 1943 Conflito: Segunda Guerra Mundial: Os aliados adotam na Conferência da Casablanca o princípio de
1943 1943 Conflito: Segunda Guerra Mundial: começam os bombardeios aéreos sistemáticos dos aliados contra o Reich
1943 1943 Conflito: Segunda Guerra Mundial: a Alemanha recruta todos os homens de 16 a 65 anos
1944 1944 Conflito: Segunda Guerra Mundial: tropas aliadas aterrizam em Anzio, perto de Roma, e empreendem a conquista da Itália
1945 1945 Queda do Estado Novo
1945 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial: em 6 de agosto, os EUA lançam a bomba atômica sobre Hiroshima (Japão)
1945 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial: Conferêencia de Yalta (Crimea): Roosevelt, Churchill e Stalin tratam dos problemas derivados da II Guerra Mundial e estabelecem as respectivas zonas de influência na Europa.
1945 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial: em 09/08, EUA lançam a bomba atômica sobre Nagasaki (Japão)
1945 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial: em 15/08, rendição incondicional do Japão
1945 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial: a bordo do encouraçado Missouri, os norte-americanos entram na baía de Tóquio e é assinada a paz, pondo fim à Segunda Guerra, depois de 6 anos e 50 milhões de mortos
1945 1945 25/04 - Conferência de São Francisco cria a Organização das Nações Unidas
1945 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial: as tropas nore-americanas desembarcam em Okinawa, etapa prévia à entrada no Japão
1946 1950 Governo Eurico Gaspar Dutra
1946 1946 Proclamação da República da Hungria
1946 1946 A ONU cria o Conselho de Segurança
1946 1946 Guerra Fria: O primeiro-ministro inglês, Winston Churchill, usa pela primeira vez a expressão "cortina de ferro" para designar os limites da Europa sob o domínio comunista
1947 1947 As tropas britânicas retiram-se da Palestina
1947 1947 Dissolução dos partidos anticomunistas na Polônia e na Hungria
1948 1948 Plano SALTE
1948 1948 Aprovação da Declaração dos Direitos do Homem (ONU)
1948 1948 Cultura: criação do Clube do Livro
1948 1948 O Tribunal Supremo dos Estados Unidos declara a igualdade de educação para brancos e negros
1948 1948 Mahatma Gandhi, o maior líder nacionalista hindu e pacifista, é assassinado aos 78 anos a tiros por um jovem fanático
1949 1949 Vitória da Revolução Chinesa
1950 1954 Política: segundo governo de Getúlio Vargas
1950 1950 Inauguração da PRF-3 TV TUPI, primeira emissora de televisão do país
1950 1950 Fundação da Cinematográfica Vera Cruz
1950 1950 A ONU concede independência à Líbia
1950 1950 Surgimento da poesia concreta
1952 1952 A Universidade do Tenesse, nos Estados Unidos, admite o primeiro estudante negro
1953 1953 O presidente norte-americano Harry Truman anuncia que os Estados Unidos haviam desenvolvido a bomba de hidrogênio
1955 1955 Instalação da indústria automobilística
1956 1960 Governo Kubitschek
1956 1956 Lançado o Programa de Metas, no Governo Kubitschek
1956 1956 O Islamismo se converte como religião oficial do Egito, por mandato constitucional
1958 1958 Início da Bossa Nova
1958 1958 Cientistas britânicos e norteamericanos anunciam que conseguiram uma fusão nuclear controlada
1959 1959 Revolução Cubana
1959 1959 As Nações Unidas aprovam a Declaração Universal dos Direitos da Criança
1959 1959 02/02 - Indira Gandhi é nomeada presidente do Partido do Congresso da Índia
1960 1960 Martin Luther King torna-se líder do movimento negro nos EUA
1961 1961 Posse e renúncia de Jânio Quadros
1961 1961 Rompimento entre EUA e Cuba
1961 1961 Início do movimento do Cinema Novo
1961 1961 Começa a funcionar o Centro Popular de Cultura da UNE
1963 1963 Plebiscito: revogação do Parlamentarismo
1963 1963 Movimento de Educação de Base
1963 1963 Criação do Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE)
1963 1963 Começa na Alemanha o Julgamento de Auschwitz
1964 1964 A televisão começa a liderar os meios de comunicação de massa
1964 1964 02/02 - A sonda norte-americana Ranger VI chega à Lua.
1965 1965 Guerra do Vietnã, contra os EUA
1965 1965 A espaçonave Venera 3, lançada pela União Soviética, torna-se a primeira a aterrissar em outro planeta
1966 1966 AI n°2 - Extinção dos partidos e instituição da Arena e MDB
1967 1967 Surgimento do Tropicalismo
1967 1976 Golpe Militera na Argentina
1967 1967 URSS, Estados Unidos e Grã Bretanha firmam acordo em Moscou sobre o uso pacífico do espaço
1968 1968 AI n°5
1968 1968 expansão do Tropicalismo
1968 1969 Governo Costa e Silva
1968 1968 Conflito entre estudantes da USP e do Mackenzie (SP)
1968 1968 Criação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil
1968 1968 A sonda espacial americana Surveyor 7 chega à superfície lunar. O primeiro homem pisaria na Lua no ano seguinte
1969 1974 Governo Médici
1969 1969 Chegada do homem à Lua
1969 1969 O estudante Jan Palach coloca fogo em si mesmo e morre na praça Wenzel, de Praga, em protesto pela ocupação soviética na Checoslováquia e a abolição das liberdades individuais
1970 1970 Início da construção da Transamazônica
1972 1972 04/02 - A sonda dos EUA Mariner IX transmite fotos de Marte
1973 1973 Golpe Militar no Chile - morte do presidente Salvador Allende
1973 1973 Guerra do Vietnã: Vietnã do Norte e Estados Unidos firmam em Paris um tratado para o fim da guerra do Vietnã
1974 1979 Governo Geisel
1975 1975 Escândalo de Watergate (EUA)
1975 1975 Morte do jornalista Wladimir Herzog
1975 1975 Política: Margaret Thatcher é eleita presidenta do Partido Conservador Britânico
1976 1976 Eclosão dos movimentos pela emancipação da mulher
1976 1976 Independência de Angola
1977 1977 Revogação do AI nº5
1977 1977 Política: referéndum no Paraguai, que ratifica como presidente vitalício o general Stroessner
1978 1978 Organização dos Sindicatos dos Metalúrgicos em SP
1978 1978 China anuncia o fim de 10 anos de proibição da leitura de 70 renomados escritores internacionais como Platão, Charles Dickens, William Shakespeare e Victor Hugo
1979 1979 Revogação do AI nº 5 - Lei da Anistia
1979 1979 Extinção da Arena e do MDB e criação de novos partidos
1979 1979 Revolução Sandinista na Nicarágua
1980 1980 Greve operária no ABC paulista
1980 1980 Cultura: o musical Calabar, de Chico Buarque de Hollanda e Ruy Guerra, e o filme Z, do diretor grego Costa-Gravas, são liberados pela Censura Federal depois de terem sido proibidos em 1973
1981 1981 explosão da bomba do Riocentro
1982 1982 Guerra das Malvinas
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