Datos de traducción

Contos surrealistas e satíricos

Escritor Alberto Moravia (1907-1990)
Clasificación Conto
Fechas

Año de publicación: 1986

Otros datos
Edición
1
Idioma
Português
Dimensiones
14x21 cm
Medio de publicación
Impresso
ISBN
Não localizado
Páginas
340
Datos sobre los originales traducidos
Fuente
  • Projeto Dicionário Bibliográfico da Literatura Italiana Traduzida
Referencia MORAVIA, Alberto. CONTOS SURREALISTAS E SATÍRICOS. Trad. ANTUNES, Letizia Zini; LORENCINI, Álvaro. Rio de Janeiro, RJ; São Paulo, SP: DIFEL – Difusão Europeia do Livro, 1986.

Entrada: Os Contos Surrealistas e Satíricos de Alberto Moravia e entrevista com sua tradutora no Brasil, Letizia Zini Antunes Por Gisele de Oliveira Bosquesi

Contos surrealistas e satíricos

Alberto Moravia

Os Contos Surrealistas e Satíricos de Alberto Moravia e entrevista com sua tradutora no Brasil, Letizia Zini Antunes


Por Gisele de Oliveira Bosquesi

Julho/2026



Uma festa de casamento em que os convidados não se dão conta de que estão sendo tratados como animais em um frigorífico. Uma rica senhora ostenta seu novo animal de estimação, um crocodilo. Uma mulher que folheia uma revista e se encanta com o modelito listrado, parecido com um pijama, que veste corpos magérrimos e de semblante vazio – última moda! Ulisses, grande herói da Odisseia, nada mais é do que uma espécie de porquinho estranho que o ciclope Polifemo tenta criar como animal de fazenda. Essas são apenas algumas das premissas das narrativas de Racconti Surrealisti e Satirici, de Alberto Moravia (1989), uma coletânea de contos publicada pela editora Bompiani primeiramente em dois volumes (I sogni del pigro, de 1940 e L’epidemia, cartoni surrealisti, de 1944) e reeditada em volume único, em 1956 na Itália, com o nome de L’epidemia. Racconti Surrealisti e Satirici. Nas edições subsequentes, apenas o subtítulo nomeia a coletânea. No Brasil, a tradução de Letizia Zini Antunes e Álvaro Lorencini, intitulada Contos Surrealistas e Satíricos, é de 1986 pela editora Difel.


É importante notar que este é um dos poucos momentos em que o autor, Alberto Moravia, lança mão de uma estética diferente de seu realismo característico (ou, se quisermos, neorrealismo) e se aventura por diversas vertentes, como o fantástico, o maravilhoso e a estética do absurdo. A alusão ao Surrealismo já no título, a nosso ver, anuncia que será adotado um modo ficcional não estritamente realista e traz a marca da experimentação artística. Moravia lança mão de referências a personagens históricos, à filosofia e à mitologia. Sobre este último elemento, segundo Bosquesi (2011), devido à versatilidade simbólica dos mitos, “Moravia dialoga com os deuses e narrativas mitológicas em busca de padrões e temas que representem o panorama existencial do qual é testemunha” (p. 136). O contexto de produção destas narrativas não pode ser ignorado ao indagarmos a razão desta opção estética pelo autor, uma vez que este sofreu censura do regime fascista de Benito Mussolini durante a segunda guerra mundial. Um pouco depois da publicação de seu romance La mascherata, em 1941, Moravia foi proibido de assinar com o próprio nome os textos que enviava aos jornais com os quais colaborava, e escolheu o “transparente pseudônimo de Pseudo” (MORAVIA apud TESSARI, 1985, p. 4, tradução nossa) e, logo depois, proibido de publicar, com ou sem pseudônimo. De acordo com Tessari (1985), Moravia busca captar, nestes contos específicos, aspectos existenciais que caracterizam o viver fascista, principalmente no âmbito da pequena burguesia, trazendo uma mudança de foco do exterior para o interior do indivíduo.


É, enfim, uma obra que merece ser lida e estudada. Entre os poucos trabalhos acadêmicos sobre ela escritos no Brasil, destacamos o da própria tradutora, Letizia Zini Antunes, intitulado “Tradução e Comunicação: Aspectos linguísticos da tradução literária do italiano para o português” (1988), que faz um exercício de reflexão sobre a própria prática a partir de exemplos concretos, comparando excertos de Racconti Surrealisti e Satirici em italiano e possíveis traduções diferentes. Além disso, o artigo de Antunes traz algumas belas metáforas conceituais para se pensar o caráter muitas vezes artesanal da tradução literária e as acomodações requeridas na língua de chegada, como a que se lê a seguir:


“Na língua italiana e na língua portuguesa existem palavras idênticas, construções sintáticas semelhantes, normalmente usadas e gramaticalmente corretas em ambas as línguas. Entretanto, ocorre que muitas vezes os iguais se repelem, desfazendo a aparente especularidade. A fim de que a imagem de uma língua seja refletida na outra será preciso, às vezes, jogar uma pedra no espelho de água, pondo a imagem em movimento, de forma a adquirir feições próprias (p. 17).”


Tivemos também a oportunidade de entrevistar a tradutora e reproduzimos abaixo o conteúdo da entrevista. Não se trata de transcrição de entrevista gravada, mas de uma organização das informações cedidas por Antunes ao longo de uma hora de agradável interlocução. Buscamos trazer sua fala para o suporte escrito de forma mais ou menos organizada em tópicos, mas também respeitando o interessante fluxo de associação de ideias característico do diálogo.


Nosso interesse se concentrava, a princípio, nas obras de Moravia, e as perguntas por nós elaboradas não mencionam as outras traduções literárias feitas por Antunes. No entanto, advertidos pela entrevistada da dificuldade de rememorar informações específicas sobre traduções feitas há tanto tempo (a saber, 40 anos), aproveitamos a oportunidade para pedir para que ela discorresse sobre seu processo, experiências e visão de tradução. Como veremos, Antunes nos brinda com reflexões fundamentais sobre o fazer tradutório, relatando inclusive a experiência de trabalhar em conjunto com o colega Álvaro Lorencini.


Bosquesi: Você realizou, em conjunto com o prof. Álvaro Lorencini, a tradução de três obras de Alberto Moravia: o romance de exórdio, Gli Indifferenti (Os Indiferentes), a obra L’uomo che guarda (O homem que olha), ambos pela Ed. Bertrand Brasil, e Contos surrealistas e satíricos, pela Ed. Difel. Foram traduções comissionadas pelas editoras? Pode nos contar um pouco, em linhas gerais, de como foi a experiência como tradutora nestes e em outros trabalhos?


Antunes: Foi uma proposta da editora para o Prof. Álvaro, que me convidou para colaborar. A editora também propôs que traduzíssemos alguns ensaios, mas a parte literária era sempre a mais interessante. Este foi um convite ocasional. Fui professora de língua e literatura italiana durante 30 anos, e Álvaro era formado em Letras Românicas e, para mim, foi uma oportunidade de aprendizado inclusive na língua portuguesa. Ele tinha também muita experiência de tradução do francês, além de ser uma pessoa muito culta, e éramos colegas de departamento na época.


Depois, traduzi mais para a USP, UNICAMP, UNESP e, em seguida, me dediquei mais à tradução juramentada, afastando-me um pouco dos trabalhos de tradução de literatura. Também traduzi textos nas temáticas de educação e cultura geral, e filosofia, que é minha formação. Traduzi para autoras que falavam sobre imigração, trabalhei no dicionário Martins Fontes italiano-português junto com Ivone Benedetti, e foi uma experiência maravilhosa.

Posteriormente, voltei a traduzir literatura, poesia, teses, e fui revisora. Tenho experiência de revisora de textos traduzidos e artigos para a Revista de Italianística da USP, entre outros trabalhos.


Álvaro foi de muita ajuda, aprendi muito, tanto com ele quanto com Ivone. Tenho mais de 50 anos de Brasil e me considero bilíngue; a língua materna sempre esteve comigo. A experiência a 4 mãos, no caso do trabalho com Álvaro, foi peculiar, cada um traduzia uma parte, líamos juntos, e a datilógrafa passava a limpo. Neste processo, ele foi me ensinando até chegar a uma aprendizagem, e posso dizer que foi uma escola.


Bosquesi: Em seu artigo [mencionado acima, na introdução à entrevista], você se debruça sobre as decisões empreendidas para a tradução de Racconti Surrealisti e Satirici e faz um cotejo entre excertos do texto de partida e possíveis traduções, demonstrando que é necessário que o tradutor do par italiano-português se distancie da materialidade da língua italiana, em um “distanciamento saudável” a fim de recriar os efeitos propostos pelo texto. Essa sensibilidade demonstra respeito e comprometimento para com o objeto (texto) e com o público leitor. Tendo em vista estas e outras reflexões feitas por você ao longo da brilhante carreira como tradutora e estudiosa de tradução e de literatura italiana, como é o seu processo de revisão dos textos traduzidos?


Antunes: O processo de revisão é fundamental, pois, mesmo conhecendo as armadilhas do processo, é enriquecedor ler o texto tendo essa memória privilegiada de se ter feito a tradução. No meu entender, o texto traduzido deve ter como horizonte o prazer da leitura, como uma garantia de qualidade. Por exemplo, pode ser necessário adaptar ou explicar elementos culturais presentes na obra de partida que não fazem sentido na cultura de chegada ou atrapalham o fluxo de leitura, e o processo de revisão pode ser um momento de lapidar as decisões de tradução nesse sentido.


Bosquesi: Ainda sobre afirmações presentes no artigo de sua autoria, você diz que muitas das soluções finais foram encontradas quando o texto em português foi lido como um produto autônomo. Foi necessário ou bem-vindo o olhar de um revisor de fora? Há algum detalhe deste processo que gostaria de compartilhar?


Antunes: Traduzir é, em geral, um trabalho solitário, mas, já que falamos em garantia de qualidade, cito mais três: domínio das línguas de trabalho, conhecimento sobre literatura e colaboração. É um trabalho quase viciante, no sentido de empolgante, que te faz estar muito mais perto do texto e põe em movimento o conhecimento linguístico-literário. Quando você traduz, é feita uma análise microscópica e profunda do texto, e entendo que a tradução seria, assim, uma forma complexa e privilegiada de (re)elaboração dele. E sobre a colaboração, lembro-me ainda de uma anedota sobre o Álvaro Lorencini: ele levava as traduções prontas para a editora Difel, e a responsável por receber os manuscritos às vezes questionava suas escolhas tradutórias, por vezes perguntando a opinião de pessoas que nada tinham a ver com o projeto, como a pessoa que servia o café, por exemplo. Álvaro ralhava e dizia “ela não sabe o que estou fazendo”. Álvaro se envolvia totalmente com seus projetos e, na época em que a internet não existia, de fato a tradução era mais trabalhosa. Podemos pensar, por exemplo, na árdua pesquisa terminológica necessária para textos altamente técnicos e especializados e em como o tradutor precisava buscar informações de forma “analógica”. Hoje, no entanto, nos deparamos com a questão de que, em agências de tradução, os tradutores atuam mais como revisores de textos traduzidos previamente por máquina e, na minha opinião, esse processo pode levar mais tempo do que traduzir do zero, então, as dificuldades não diminuíram, só foram substituídas.


Porém, agora falando da tradução em geral e não só da técnica, sei por experiência própria que, quando o editor é exigente, ele não aceita textos traduzidos por inteligência artificial, por exemplo. E estou de acordo, pois, pensando em textos densos sobre filosofia, por exemplo, você acha que daria para traduzir Theodor Adorno do alemão automaticamente? Acredito que não.


Sobre o meu processo específico de revisão, leio em voz alta todas as minhas traduções, muitas vezes com uma colaboradora que participa da leitura, mas sei que isso leva tempo e não é o procedimento padrão entre os tradutores.


Bosquesi: Há uma imagem específica e objetiva do público-alvo (ou leitor modelo) de suas traduções, que te guia ao longo do trabalho?


Antunes: Mencionei anteriormente os elementos culturais que podem ser adaptados para o público brasileiro. Para mim, os referentes da cultura italiana são os mais importantes. Por exemplo, quando há referências a lugares, cidades ou praças, busco fazer acréscimos para que o leitor leia com fluência. Não faz sentido criar uma dificuldade no texto em língua portuguesa se ela está ausente no texto em italiano. Por outro lado, onde tem uma falha de sentido ou uma ambiguidade, temos que manter ou recriar. Em gêneros não literários, a questão estilística é menos complicada, mas, em geral, procuro manter sempre uma experiência de leitura fluente no texto de chegada.


Bosquesi: Poderia falar um pouco mais sobre a importância de que o tradutor literário seja, além de profundo conhecedor das línguas de trabalho, também estudioso de literatura?


Antunes: Faz toda a diferença. A tradução literária é um mergulho na língua com a transposição de sentidos. Fazendo um aceno à história das teorias sobre tradução, desde o movimento francês das “belas infiéis”, penso muito na polivalência da linguagem, para a qual os efeitos devem ser mantidos juntamente com essa mesma polivalência e com a polissemia própria da linguagem. Retornando ao assunto da tradução dos Racconti Surrealisti e Satirici, por exemplo, ainda que o estilo de escrita do autor Alberto Moravia não seja complexo em si, pois é mais naturalista, ele traz uma simbologia mais elaborada. Vê-se, então, que as escolhas do tradutor são sempre complexas: da mesma forma que um músico precisa ter um conhecimento da teoria para tocar um instrumento, o tradutor literário deve ter o conhecimento de textos literários. Ainda usando a mesma metáfora, a execução pelo músico também tem um toque pessoal, da mesma forma que a tradução literária leva a marca subjetiva do tradutor.



Referências

ANTUNES, Letizia Zini. Tradução e comunicação: Aspectos linguísticos da tradução literária do italiano para o português. Revista Alfa, São Paulo, 1988, v. 32, p. 15-23. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/alfa/article/view/3795. Acesso em 30 jun. 2026.

BOSQUESI, Gisele de Oliveira. As referências mitológicas e a construção do humorismo em Racconti surrealisti e satirici, de Alberto Moravia. São José do Rio Preto: 2011. Dissertação (Mestrado em Letras / Área de Teoria da Literatura) IBILCE – Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas – UNESP - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”.

MORAVIA, Alberto. Racconti Surrealisti e Satirici. Milano: Bompiani, 1989.

MORAVIA, Alberto. Contos Surrealistas e Satíricos. Tradução Álvaro Lorencini e Letizia Zini Antunes. São Paulo: Difel, 1986.

TESSARI, Roberto. Alberto Moravia: Introduzione e guida allo studio dell’opera moraviana. Storia e Antologia della critica. Firenze: Le Monnier, 1985.


Hechos históricos asociados a la obra

Año de inicio Año de fin Evento histórico
1889 1930 Política: República Velha
1906 1910 Governo Afonso Pena
1907 1907 Afonso Pena aprova a Lei do Serviço Militar Obrigatório
1907 1907 Pablo Picasso expõe o quadro Les Demoiselles d´Avignon, em Paris, inaugurando o cubismo
1909 1909 Filippo Marinetti inicia o Movimento Futurista
1910 1914 Governo Hermes da Fonseca
1910 1910 Campanha Civilista de Rui Barbosa
1910 1910 Revolta da Chibata, no Rio de Janeiro
1912 1916 Guerra do Contestado
1913 1913 Abertura do Canal do Panamá
1913 1913 Começa a Segunda Guerra dos Bálcãs
1913 1913 Primeira transmissão telefônica sem fio entre Nova York e Berlim
1914 1918 Política: Governo Wenceslau Brás
1914 1914 Henry Ford, fundador da Ford, anuncia um novo sistema na linha de montagem de sua fábrica, que reduzia de 12,5 horas para 93 minutos a produção de um carro
1915 1919 Governo Nilo Peçanha
1915 1915 Início da Biblioteca Infantil Melhoramentos
1915 1915 Primera Guerra Mundial: Batalha naval entre britânicos e alemães em Doggerbank e Helgoland
1915 1915 Primeira Guerra Mundial: primeiro bombardeio aéreo massivo registrado pela história, realizado por aviões franceses contra as fábricas alemãs de explosivos
1915 1915 Primeira Guerra Mundial: é selado um acordo secreto entre os aliados e a Itália, que oferece a este país compensações territoriais caso ele declare guerra contra a Áustria
1917 1917 Estudantes de São Paulo criam a Liga Nacionalista
1917 1920 Revolução Russa
1919 1919 Criação do Fascismo na Itália
1919 1919 Fundação do Partido Nazista na Alemanha
1919 1919 Assassinato em Berlim de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, fundadores do Partido Comunista alemão
1919 1919 Iniciada a conferencia de paz de Versalhes que encerrou oficialmente a Primeira Guerra Mundial
1919 1919 rimeira reunião do Parlamento irlandês, em que se confirma o estabelecimento da República deste país
1919 1919 É inaugurado o primeiro Congresso Internacional Comunista (Komintern)
1920 1920 Primeiro dia em que deixou-se de publicar os jornais na Espanha, como conseqüência da implantação do descanso dominical para os jornalistas e trabalhadores da imprensa
1921 1921 Nasce o Partido Comunista Italiano, encabeçado por Gramsci, que pertencia ao Partido Socialista
1921 1921 Conferência dos países aliados (Paris) estabelece que a Alemanha deve pagar, em 42 anualidades, 226 milhões de marcos por indenizações da guerra
1922 1922 Levante Tenentista do Forte de Copacabana
1922 1922 Cultura: Semana de Arte Moderna
1922 1922 Mussolini toma o poder na Itália
1922 1922 a Rússia torna-se União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
1924 1924 Levante Tenentista em São Paulo
1924 1924 Começa a guerra civil em Honduras
1924 1924 Mahatma Gandhi, líder nacionalista indio, é liberado da prisão
1924 1924 Morre Vladimir Lênin, líder da Revolução Russa de 1917. Ele foi o primeiro presidente comunista do país
1924 1924 Literatura: É publicado O Processo, a primeira das grandes novelas de Franz Kafka
1925 1927 Coluna Prestes
1925 1939 Desenvolvimento dos Estados Totalitários na Europa
1927 1927 Congresso Regionalista do Recife
1927 1927 Primeira sessão de um filme em 35mm com som é apresentada em Nova York. O filme foi The Jazz Singer (O Cantor de Jazz), de Alan Crosland, protagonizado por Al Jolson e produzido pela Warner Brothers
1929 1929 Mundo, economia: Quebra da Bolsa de Nova York
1929 1929 Formação da Aliança Liberal entre RS e MG
1930 1945 Primeiro governo de Getúlio Vargas
1930 1930 Fim da República do Café com Leite (República Velha)
1932 1932 Revolução Constitucionalista em São Paulo
1933 1933 Início do III Reich, na Alemanha
1933 1933 Os Estados Unidos reconhecem oficialmente a URSS
1933 1933 Fundação do Partido Integralista
1933 1933 Na Alemanha nazista é iniciada a perseguição contra os judeus. O governo pede que sejam boicotados todos os empreendimentos cujos donos sejam judeus
1934 1934 Assinado um acordo franco-italiano para regular os limites e fronteiras das colônias da Africa
1935 1935 Intentona comunista liderada por Luiz Carlos Prestes
1935 1935 Lei de Segurança Nacional contra a subversão
1935 1935 A Islândia se torna o primeiro país a legalizar o aborto por motivos médicos e sociais
1936 1939 Guerra Civil Espanhola
1937 1945 Estado Novo
1937 1937 Criação do Instituto Nacional do Livro
1938 1938 Criação do Conselho Nacional do Petróleo
1938 1938 Morre Virgulino Ferreira, o Lampião
1938 1938 04/02 - Hitler se autoproclama comandante supremo das forças armadas alemãs
1939 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial
1939 1939 Criação da Companhia Siderúrgica Nacional
1939 1939 Criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP)
1939 1939 Guerra Civil espanhola: as tropas franquistas entram em Barcelona
1940 1950 Desenvolvimento da ficção intimista
1940 1940 02/02 - É realizada em Belgrado a Conferência de Paz dos Estados balcânicos
1940 1940 Conflito: Segunda Guerra Mundial: as forças alemãs conquistaram a Dinamarca, a Holanda, a Bélgica, a Noruega e a França
1941 1941 A Columbia Broadcasting System realiza a primeira demonstração de uma tela de televisão em cores
1941 1941 Conflito: Segunda Guerra Mundial: A guarnição italiana de Tobruk (Líbia) rende-se às forças aliadas
1942 1942 Conflito: Segunda Guerra Mundial: Batalha de Stalingrado
1942 1942 Conflito: Segunda Guerra mundial: começa a contra-ofensiva alemã no norte da África
1942 1942 Conflito: Segunda Guerra Mundial: O presidente Getúlio Vargas decreta o confisco de bens de imigrantes alemães e italianos
1943 1943 Conflito: Segunda Guerra Mundial: Os aliados adotam na Conferência da Casablanca o princípio de
1943 1943 Conflito: Segunda Guerra Mundial: começam os bombardeios aéreos sistemáticos dos aliados contra o Reich
1943 1943 Conflito: Segunda Guerra Mundial: a Alemanha recruta todos os homens de 16 a 65 anos
1944 1944 Conflito: Segunda Guerra Mundial: tropas aliadas aterrizam em Anzio, perto de Roma, e empreendem a conquista da Itália
1945 1945 Queda do Estado Novo
1945 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial: em 6 de agosto, os EUA lançam a bomba atômica sobre Hiroshima (Japão)
1945 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial: Conferêencia de Yalta (Crimea): Roosevelt, Churchill e Stalin tratam dos problemas derivados da II Guerra Mundial e estabelecem as respectivas zonas de influência na Europa.
1945 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial: em 09/08, EUA lançam a bomba atômica sobre Nagasaki (Japão)
1945 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial: em 15/08, rendição incondicional do Japão
1945 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial: a bordo do encouraçado Missouri, os norte-americanos entram na baía de Tóquio e é assinada a paz, pondo fim à Segunda Guerra, depois de 6 anos e 50 milhões de mortos
1945 1945 25/04 - Conferência de São Francisco cria a Organização das Nações Unidas
1945 1945 Conflito: Segunda Guerra Mundial: as tropas nore-americanas desembarcam em Okinawa, etapa prévia à entrada no Japão
1946 1950 Governo Eurico Gaspar Dutra
1946 1946 Proclamação da República da Hungria
1946 1946 A ONU cria o Conselho de Segurança
1946 1946 Guerra Fria: O primeiro-ministro inglês, Winston Churchill, usa pela primeira vez a expressão "cortina de ferro" para designar os limites da Europa sob o domínio comunista
1947 1947 As tropas britânicas retiram-se da Palestina
1947 1947 Dissolução dos partidos anticomunistas na Polônia e na Hungria
1948 1948 Plano SALTE
1948 1948 Aprovação da Declaração dos Direitos do Homem (ONU)
1948 1948 Cultura: criação do Clube do Livro
1948 1948 O Tribunal Supremo dos Estados Unidos declara a igualdade de educação para brancos e negros
1948 1948 Mahatma Gandhi, o maior líder nacionalista hindu e pacifista, é assassinado aos 78 anos a tiros por um jovem fanático
1949 1949 Vitória da Revolução Chinesa
1950 1954 Política: segundo governo de Getúlio Vargas
1950 1950 Inauguração da PRF-3 TV TUPI, primeira emissora de televisão do país
1950 1950 Fundação da Cinematográfica Vera Cruz
1950 1950 A ONU concede independência à Líbia
1950 1950 Surgimento da poesia concreta
1952 1952 A Universidade do Tenesse, nos Estados Unidos, admite o primeiro estudante negro
1953 1953 O presidente norte-americano Harry Truman anuncia que os Estados Unidos haviam desenvolvido a bomba de hidrogênio
1955 1955 Instalação da indústria automobilística
1956 1960 Governo Kubitschek
1956 1956 Lançado o Programa de Metas, no Governo Kubitschek
1956 1956 O Islamismo se converte como religião oficial do Egito, por mandato constitucional
1958 1958 Início da Bossa Nova
1958 1958 Cientistas britânicos e norteamericanos anunciam que conseguiram uma fusão nuclear controlada
1959 1959 Revolução Cubana
1959 1959 As Nações Unidas aprovam a Declaração Universal dos Direitos da Criança
1959 1959 02/02 - Indira Gandhi é nomeada presidente do Partido do Congresso da Índia
1960 1960 Martin Luther King torna-se líder do movimento negro nos EUA
1961 1961 Posse e renúncia de Jânio Quadros
1961 1961 Rompimento entre EUA e Cuba
1961 1961 Início do movimento do Cinema Novo
1961 1961 Começa a funcionar o Centro Popular de Cultura da UNE
1963 1963 Plebiscito: revogação do Parlamentarismo
1963 1963 Movimento de Educação de Base
1963 1963 Criação do Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE)
1963 1963 Começa na Alemanha o Julgamento de Auschwitz
1964 1964 A televisão começa a liderar os meios de comunicação de massa
1964 1964 02/02 - A sonda norte-americana Ranger VI chega à Lua.
1965 1965 Guerra do Vietnã, contra os EUA
1965 1965 A espaçonave Venera 3, lançada pela União Soviética, torna-se a primeira a aterrissar em outro planeta
1966 1966 AI n°2 - Extinção dos partidos e instituição da Arena e MDB
1967 1967 Surgimento do Tropicalismo
1967 1976 Golpe Militera na Argentina
1967 1967 URSS, Estados Unidos e Grã Bretanha firmam acordo em Moscou sobre o uso pacífico do espaço
1968 1968 AI n°5
1968 1968 expansão do Tropicalismo
1968 1969 Governo Costa e Silva
1968 1968 Conflito entre estudantes da USP e do Mackenzie (SP)
1968 1968 Criação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil
1968 1968 A sonda espacial americana Surveyor 7 chega à superfície lunar. O primeiro homem pisaria na Lua no ano seguinte
1969 1974 Governo Médici
1969 1969 Chegada do homem à Lua
1969 1969 O estudante Jan Palach coloca fogo em si mesmo e morre na praça Wenzel, de Praga, em protesto pela ocupação soviética na Checoslováquia e a abolição das liberdades individuais
1970 1970 Início da construção da Transamazônica
1972 1972 04/02 - A sonda dos EUA Mariner IX transmite fotos de Marte
1973 1973 Golpe Militar no Chile - morte do presidente Salvador Allende
1973 1973 Guerra do Vietnã: Vietnã do Norte e Estados Unidos firmam em Paris um tratado para o fim da guerra do Vietnã
1974 1979 Governo Geisel
1975 1975 Escândalo de Watergate (EUA)
1975 1975 Morte do jornalista Wladimir Herzog
1975 1975 Política: Margaret Thatcher é eleita presidenta do Partido Conservador Britânico
1976 1976 Eclosão dos movimentos pela emancipação da mulher
1976 1976 Independência de Angola
1977 1977 Revogação do AI nº5
1977 1977 Política: referéndum no Paraguai, que ratifica como presidente vitalício o general Stroessner
1978 1978 Organização dos Sindicatos dos Metalúrgicos em SP
1978 1978 China anuncia o fim de 10 anos de proibição da leitura de 70 renomados escritores internacionais como Platão, Charles Dickens, William Shakespeare e Victor Hugo
1979 1979 Revogação do AI nº 5 - Lei da Anistia
1979 1979 Extinção da Arena e do MDB e criação de novos partidos
1979 1979 Revolução Sandinista na Nicarágua
1980 1980 Greve operária no ABC paulista
1980 1980 Cultura: o musical Calabar, de Chico Buarque de Hollanda e Ruy Guerra, e o filme Z, do diretor grego Costa-Gravas, são liberados pela Censura Federal depois de terem sido proibidos em 1973
1981 1981 explosão da bomba do Riocentro
1982 1982 Guerra das Malvinas
1986 1986 Espaço: a espaçonave Challenger explodiu 73 segundos após ter sido lançada. O acidente matou seis astronautas e a professora Christa McAuliffe, primeira civil a participar de um programa espacial
1988 1988 Os Estados Unidos aceitam a imigração de 30 mil crianças que ficaram órfãs devido à crise pós-Guerra do Vietnã
1989 1989 Conflito: 30 mil soldados soviéticos abandonam o Afeganistão, dominado pelo regime Talebã
1990 1990 Política: a Romênia é a primeira nação da Europa Oriental a banir o Partido Comunista no país
1990 1990 Política: a Lituânia torna-se a primeira república a se separar da União Soviética, que só reconhece a independência do país báltico em 1991
1990 1990 Ciência: os astronautas da Discovery colocam em órbita o telescópio Hubble
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