Datos de traducción
Contos surrealistas e satíricos
Año de publicación: 1986
Datos sobre los originales traducidos
- Projeto Dicionário Bibliográfico da Literatura Italiana Traduzida
Entrada: Os Contos Surrealistas e Satíricos de Alberto Moravia e entrevista com sua tradutora no Brasil, Letizia Zini Antunes Por Gisele de Oliveira Bosquesi
Contos surrealistas e satíricos
Alberto Moravia
Os Contos Surrealistas e Satíricos de Alberto Moravia e entrevista com sua tradutora no Brasil, Letizia Zini Antunes
Por Gisele de Oliveira Bosquesi
Julho/2026
Uma festa de casamento em que os convidados não se dão conta de que estão sendo tratados como animais em um frigorífico. Uma rica senhora ostenta seu novo animal de estimação, um crocodilo. Uma mulher que folheia uma revista e se encanta com o modelito listrado, parecido com um pijama, que veste corpos magérrimos e de semblante vazio – última moda! Ulisses, grande herói da Odisseia, nada mais é do que uma espécie de porquinho estranho que o ciclope Polifemo tenta criar como animal de fazenda. Essas são apenas algumas das premissas das narrativas de Racconti Surrealisti e Satirici, de Alberto Moravia (1989), uma coletânea de contos publicada pela editora Bompiani primeiramente em dois volumes (I sogni del pigro, de 1940 e L’epidemia, cartoni surrealisti, de 1944) e reeditada em volume único, em 1956 na Itália, com o nome de L’epidemia. Racconti Surrealisti e Satirici. Nas edições subsequentes, apenas o subtítulo nomeia a coletânea. No Brasil, a tradução de Letizia Zini Antunes e Álvaro Lorencini, intitulada Contos Surrealistas e Satíricos, é de 1986 pela editora Difel.
É importante notar que este é um dos poucos momentos em que o autor, Alberto Moravia, lança mão de uma estética diferente de seu realismo característico (ou, se quisermos, neorrealismo) e se aventura por diversas vertentes, como o fantástico, o maravilhoso e a estética do absurdo. A alusão ao Surrealismo já no título, a nosso ver, anuncia que será adotado um modo ficcional não estritamente realista e traz a marca da experimentação artística. Moravia lança mão de referências a personagens históricos, à filosofia e à mitologia. Sobre este último elemento, segundo Bosquesi (2011), devido à versatilidade simbólica dos mitos, “Moravia dialoga com os deuses e narrativas mitológicas em busca de padrões e temas que representem o panorama existencial do qual é testemunha” (p. 136). O contexto de produção destas narrativas não pode ser ignorado ao indagarmos a razão desta opção estética pelo autor, uma vez que este sofreu censura do regime fascista de Benito Mussolini durante a segunda guerra mundial. Um pouco depois da publicação de seu romance La mascherata, em 1941, Moravia foi proibido de assinar com o próprio nome os textos que enviava aos jornais com os quais colaborava, e escolheu o “transparente pseudônimo de Pseudo” (MORAVIA apud TESSARI, 1985, p. 4, tradução nossa) e, logo depois, proibido de publicar, com ou sem pseudônimo. De acordo com Tessari (1985), Moravia busca captar, nestes contos específicos, aspectos existenciais que caracterizam o viver fascista, principalmente no âmbito da pequena burguesia, trazendo uma mudança de foco do exterior para o interior do indivíduo.
É, enfim, uma obra que merece ser lida e estudada. Entre os poucos trabalhos acadêmicos sobre ela escritos no Brasil, destacamos o da própria tradutora, Letizia Zini Antunes, intitulado “Tradução e Comunicação: Aspectos linguísticos da tradução literária do italiano para o português” (1988), que faz um exercício de reflexão sobre a própria prática a partir de exemplos concretos, comparando excertos de Racconti Surrealisti e Satirici em italiano e possíveis traduções diferentes. Além disso, o artigo de Antunes traz algumas belas metáforas conceituais para se pensar o caráter muitas vezes artesanal da tradução literária e as acomodações requeridas na língua de chegada, como a que se lê a seguir:
“Na língua italiana e na língua portuguesa existem palavras idênticas, construções sintáticas semelhantes, normalmente usadas e gramaticalmente corretas em ambas as línguas. Entretanto, ocorre que muitas vezes os iguais se repelem, desfazendo a aparente especularidade. A fim de que a imagem de uma língua seja refletida na outra será preciso, às vezes, jogar uma pedra no espelho de água, pondo a imagem em movimento, de forma a adquirir feições próprias (p. 17).”
Tivemos também a oportunidade de entrevistar a tradutora e reproduzimos abaixo o conteúdo da entrevista. Não se trata de transcrição de entrevista gravada, mas de uma organização das informações cedidas por Antunes ao longo de uma hora de agradável interlocução. Buscamos trazer sua fala para o suporte escrito de forma mais ou menos organizada em tópicos, mas também respeitando o interessante fluxo de associação de ideias característico do diálogo.
Nosso interesse se concentrava, a princípio, nas obras de Moravia, e as perguntas por nós elaboradas não mencionam as outras traduções literárias feitas por Antunes. No entanto, advertidos pela entrevistada da dificuldade de rememorar informações específicas sobre traduções feitas há tanto tempo (a saber, 40 anos), aproveitamos a oportunidade para pedir para que ela discorresse sobre seu processo, experiências e visão de tradução. Como veremos, Antunes nos brinda com reflexões fundamentais sobre o fazer tradutório, relatando inclusive a experiência de trabalhar em conjunto com o colega Álvaro Lorencini.
Bosquesi: Você realizou, em conjunto com o prof. Álvaro Lorencini, a tradução de três obras de Alberto Moravia: o romance de exórdio, Gli Indifferenti (Os Indiferentes), a obra L’uomo che guarda (O homem que olha), ambos pela Ed. Bertrand Brasil, e Contos surrealistas e satíricos, pela Ed. Difel. Foram traduções comissionadas pelas editoras? Pode nos contar um pouco, em linhas gerais, de como foi a experiência como tradutora nestes e em outros trabalhos?
Antunes: Foi uma proposta da editora para o Prof. Álvaro, que me convidou para colaborar. A editora também propôs que traduzíssemos alguns ensaios, mas a parte literária era sempre a mais interessante. Este foi um convite ocasional. Fui professora de língua e literatura italiana durante 30 anos, e Álvaro era formado em Letras Românicas e, para mim, foi uma oportunidade de aprendizado inclusive na língua portuguesa. Ele tinha também muita experiência de tradução do francês, além de ser uma pessoa muito culta, e éramos colegas de departamento na época.
Depois, traduzi mais para a USP, UNICAMP, UNESP e, em seguida, me dediquei mais à tradução juramentada, afastando-me um pouco dos trabalhos de tradução de literatura. Também traduzi textos nas temáticas de educação e cultura geral, e filosofia, que é minha formação. Traduzi para autoras que falavam sobre imigração, trabalhei no dicionário Martins Fontes italiano-português junto com Ivone Benedetti, e foi uma experiência maravilhosa.
Posteriormente, voltei a traduzir literatura, poesia, teses, e fui revisora. Tenho experiência de revisora de textos traduzidos e artigos para a Revista de Italianística da USP, entre outros trabalhos.
Álvaro foi de muita ajuda, aprendi muito, tanto com ele quanto com Ivone. Tenho mais de 50 anos de Brasil e me considero bilíngue; a língua materna sempre esteve comigo. A experiência a 4 mãos, no caso do trabalho com Álvaro, foi peculiar, cada um traduzia uma parte, líamos juntos, e a datilógrafa passava a limpo. Neste processo, ele foi me ensinando até chegar a uma aprendizagem, e posso dizer que foi uma escola.
Bosquesi: Em seu artigo [mencionado acima, na introdução à entrevista], você se debruça sobre as decisões empreendidas para a tradução de Racconti Surrealisti e Satirici e faz um cotejo entre excertos do texto de partida e possíveis traduções, demonstrando que é necessário que o tradutor do par italiano-português se distancie da materialidade da língua italiana, em um “distanciamento saudável” a fim de recriar os efeitos propostos pelo texto. Essa sensibilidade demonstra respeito e comprometimento para com o objeto (texto) e com o público leitor. Tendo em vista estas e outras reflexões feitas por você ao longo da brilhante carreira como tradutora e estudiosa de tradução e de literatura italiana, como é o seu processo de revisão dos textos traduzidos?
Antunes: O processo de revisão é fundamental, pois, mesmo conhecendo as armadilhas do processo, é enriquecedor ler o texto tendo essa memória privilegiada de se ter feito a tradução. No meu entender, o texto traduzido deve ter como horizonte o prazer da leitura, como uma garantia de qualidade. Por exemplo, pode ser necessário adaptar ou explicar elementos culturais presentes na obra de partida que não fazem sentido na cultura de chegada ou atrapalham o fluxo de leitura, e o processo de revisão pode ser um momento de lapidar as decisões de tradução nesse sentido.
Bosquesi: Ainda sobre afirmações presentes no artigo de sua autoria, você diz que muitas das soluções finais foram encontradas quando o texto em português foi lido como um produto autônomo. Foi necessário ou bem-vindo o olhar de um revisor de fora? Há algum detalhe deste processo que gostaria de compartilhar?
Antunes: Traduzir é, em geral, um trabalho solitário, mas, já que falamos em garantia de qualidade, cito mais três: domínio das línguas de trabalho, conhecimento sobre literatura e colaboração. É um trabalho quase viciante, no sentido de empolgante, que te faz estar muito mais perto do texto e põe em movimento o conhecimento linguístico-literário. Quando você traduz, é feita uma análise microscópica e profunda do texto, e entendo que a tradução seria, assim, uma forma complexa e privilegiada de (re)elaboração dele. E sobre a colaboração, lembro-me ainda de uma anedota sobre o Álvaro Lorencini: ele levava as traduções prontas para a editora Difel, e a responsável por receber os manuscritos às vezes questionava suas escolhas tradutórias, por vezes perguntando a opinião de pessoas que nada tinham a ver com o projeto, como a pessoa que servia o café, por exemplo. Álvaro ralhava e dizia “ela não sabe o que estou fazendo”. Álvaro se envolvia totalmente com seus projetos e, na época em que a internet não existia, de fato a tradução era mais trabalhosa. Podemos pensar, por exemplo, na árdua pesquisa terminológica necessária para textos altamente técnicos e especializados e em como o tradutor precisava buscar informações de forma “analógica”. Hoje, no entanto, nos deparamos com a questão de que, em agências de tradução, os tradutores atuam mais como revisores de textos traduzidos previamente por máquina e, na minha opinião, esse processo pode levar mais tempo do que traduzir do zero, então, as dificuldades não diminuíram, só foram substituídas.
Porém, agora falando da tradução em geral e não só da técnica, sei por experiência própria que, quando o editor é exigente, ele não aceita textos traduzidos por inteligência artificial, por exemplo. E estou de acordo, pois, pensando em textos densos sobre filosofia, por exemplo, você acha que daria para traduzir Theodor Adorno do alemão automaticamente? Acredito que não.
Sobre o meu processo específico de revisão, leio em voz alta todas as minhas traduções, muitas vezes com uma colaboradora que participa da leitura, mas sei que isso leva tempo e não é o procedimento padrão entre os tradutores.
Bosquesi: Há uma imagem específica e objetiva do público-alvo (ou leitor modelo) de suas traduções, que te guia ao longo do trabalho?
Antunes: Mencionei anteriormente os elementos culturais que podem ser adaptados para o público brasileiro. Para mim, os referentes da cultura italiana são os mais importantes. Por exemplo, quando há referências a lugares, cidades ou praças, busco fazer acréscimos para que o leitor leia com fluência. Não faz sentido criar uma dificuldade no texto em língua portuguesa se ela está ausente no texto em italiano. Por outro lado, onde tem uma falha de sentido ou uma ambiguidade, temos que manter ou recriar. Em gêneros não literários, a questão estilística é menos complicada, mas, em geral, procuro manter sempre uma experiência de leitura fluente no texto de chegada.
Bosquesi: Poderia falar um pouco mais sobre a importância de que o tradutor literário seja, além de profundo conhecedor das línguas de trabalho, também estudioso de literatura?
Antunes: Faz toda a diferença. A tradução literária é um mergulho na língua com a transposição de sentidos. Fazendo um aceno à história das teorias sobre tradução, desde o movimento francês das “belas infiéis”, penso muito na polivalência da linguagem, para a qual os efeitos devem ser mantidos juntamente com essa mesma polivalência e com a polissemia própria da linguagem. Retornando ao assunto da tradução dos Racconti Surrealisti e Satirici, por exemplo, ainda que o estilo de escrita do autor Alberto Moravia não seja complexo em si, pois é mais naturalista, ele traz uma simbologia mais elaborada. Vê-se, então, que as escolhas do tradutor são sempre complexas: da mesma forma que um músico precisa ter um conhecimento da teoria para tocar um instrumento, o tradutor literário deve ter o conhecimento de textos literários. Ainda usando a mesma metáfora, a execução pelo músico também tem um toque pessoal, da mesma forma que a tradução literária leva a marca subjetiva do tradutor.
Referências
ANTUNES, Letizia Zini. Tradução e comunicação: Aspectos linguísticos da tradução literária do italiano para o português. Revista Alfa, São Paulo, 1988, v. 32, p. 15-23. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/alfa/article/view/3795. Acesso em 30 jun. 2026.
BOSQUESI, Gisele de Oliveira. As referências mitológicas e a construção do humorismo em Racconti surrealisti e satirici, de Alberto Moravia. São José do Rio Preto: 2011. Dissertação (Mestrado em Letras / Área de Teoria da Literatura) IBILCE – Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas – UNESP - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”.
MORAVIA, Alberto. Racconti Surrealisti e Satirici. Milano: Bompiani, 1989.
MORAVIA, Alberto. Contos Surrealistas e Satíricos. Tradução Álvaro Lorencini e Letizia Zini Antunes. São Paulo: Difel, 1986.
TESSARI, Roberto. Alberto Moravia: Introduzione e guida allo studio dell’opera moraviana. Storia e Antologia della critica. Firenze: Le Monnier, 1985.
Hechos históricos asociados a la obra
| Año de inicio | Año de fin | Evento histórico |
|---|---|---|
| 1889 | 1930 | Política: República Velha |
| 1906 | 1910 | Governo Afonso Pena |
| 1907 | 1907 | Afonso Pena aprova a Lei do Serviço Militar Obrigatório |
| 1907 | 1907 | Pablo Picasso expõe o quadro Les Demoiselles d´Avignon, em Paris, inaugurando o cubismo |
| 1909 | 1909 | Filippo Marinetti inicia o Movimento Futurista |
| 1910 | 1914 | Governo Hermes da Fonseca |
| 1910 | 1910 | Campanha Civilista de Rui Barbosa |
| 1910 | 1910 | Revolta da Chibata, no Rio de Janeiro |
| 1912 | 1916 | Guerra do Contestado |
| 1913 | 1913 | Abertura do Canal do Panamá |
| 1913 | 1913 | Começa a Segunda Guerra dos Bálcãs |
| 1913 | 1913 | Primeira transmissão telefônica sem fio entre Nova York e Berlim |
| 1914 | 1918 | Política: Governo Wenceslau Brás |
| 1914 | 1914 | Henry Ford, fundador da Ford, anuncia um novo sistema na linha de montagem de sua fábrica, que reduzia de 12,5 horas para 93 minutos a produção de um carro |
| 1915 | 1919 | Governo Nilo Peçanha |
| 1915 | 1915 | Início da Biblioteca Infantil Melhoramentos |
| 1915 | 1915 | Primera Guerra Mundial: Batalha naval entre britânicos e alemães em Doggerbank e Helgoland |
| 1915 | 1915 | Primeira Guerra Mundial: primeiro bombardeio aéreo massivo registrado pela história, realizado por aviões franceses contra as fábricas alemãs de explosivos |
| 1915 | 1915 | Primeira Guerra Mundial: é selado um acordo secreto entre os aliados e a Itália, que oferece a este país compensações territoriais caso ele declare guerra contra a Áustria |
| 1917 | 1917 | Estudantes de São Paulo criam a Liga Nacionalista |
| 1917 | 1920 | Revolução Russa |
| 1919 | 1919 | Criação do Fascismo na Itália |
| 1919 | 1919 | Fundação do Partido Nazista na Alemanha |
| 1919 | 1919 | Assassinato em Berlim de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, fundadores do Partido Comunista alemão |
| 1919 | 1919 | Iniciada a conferencia de paz de Versalhes que encerrou oficialmente a Primeira Guerra Mundial |
| 1919 | 1919 | rimeira reunião do Parlamento irlandês, em que se confirma o estabelecimento da República deste país |
| 1919 | 1919 | É inaugurado o primeiro Congresso Internacional Comunista (Komintern) |
| 1920 | 1920 | Primeiro dia em que deixou-se de publicar os jornais na Espanha, como conseqüência da implantação do descanso dominical para os jornalistas e trabalhadores da imprensa |
| 1921 | 1921 | Nasce o Partido Comunista Italiano, encabeçado por Gramsci, que pertencia ao Partido Socialista |
| 1921 | 1921 | Conferência dos países aliados (Paris) estabelece que a Alemanha deve pagar, em 42 anualidades, 226 milhões de marcos por indenizações da guerra |
| 1922 | 1922 | Levante Tenentista do Forte de Copacabana |
| 1922 | 1922 | Cultura: Semana de Arte Moderna |
| 1922 | 1922 | Mussolini toma o poder na Itália |
| 1922 | 1922 | a Rússia torna-se União das Repúblicas Socialistas Soviéticas |
| 1924 | 1924 | Levante Tenentista em São Paulo |
| 1924 | 1924 | Começa a guerra civil em Honduras |
| 1924 | 1924 | Mahatma Gandhi, líder nacionalista indio, é liberado da prisão |
| 1924 | 1924 | Morre Vladimir Lênin, líder da Revolução Russa de 1917. Ele foi o primeiro presidente comunista do país |
| 1924 | 1924 | Literatura: É publicado O Processo, a primeira das grandes novelas de Franz Kafka |
| 1925 | 1927 | Coluna Prestes |
| 1925 | 1939 | Desenvolvimento dos Estados Totalitários na Europa |
| 1927 | 1927 | Congresso Regionalista do Recife |
| 1927 | 1927 | Primeira sessão de um filme em 35mm com som é apresentada em Nova York. O filme foi The Jazz Singer (O Cantor de Jazz), de Alan Crosland, protagonizado por Al Jolson e produzido pela Warner Brothers |
| 1929 | 1929 | Mundo, economia: Quebra da Bolsa de Nova York |
| 1929 | 1929 | Formação da Aliança Liberal entre RS e MG |
| 1930 | 1945 | Primeiro governo de Getúlio Vargas |
| 1930 | 1930 | Fim da República do Café com Leite (República Velha) |
| 1932 | 1932 | Revolução Constitucionalista em São Paulo |
| 1933 | 1933 | Início do III Reich, na Alemanha |
| 1933 | 1933 | Os Estados Unidos reconhecem oficialmente a URSS |
| 1933 | 1933 | Fundação do Partido Integralista |
| 1933 | 1933 | Na Alemanha nazista é iniciada a perseguição contra os judeus. O governo pede que sejam boicotados todos os empreendimentos cujos donos sejam judeus |
| 1934 | 1934 | Assinado um acordo franco-italiano para regular os limites e fronteiras das colônias da Africa |
| 1935 | 1935 | Intentona comunista liderada por Luiz Carlos Prestes |
| 1935 | 1935 | Lei de Segurança Nacional contra a subversão |
| 1935 | 1935 | A Islândia se torna o primeiro país a legalizar o aborto por motivos médicos e sociais |
| 1936 | 1939 | Guerra Civil Espanhola |
| 1937 | 1945 | Estado Novo |
| 1937 | 1937 | Criação do Instituto Nacional do Livro |
| 1938 | 1938 | Criação do Conselho Nacional do Petróleo |
| 1938 | 1938 | Morre Virgulino Ferreira, o Lampião |
| 1938 | 1938 | 04/02 - Hitler se autoproclama comandante supremo das forças armadas alemãs |
| 1939 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial |
| 1939 | 1939 | Criação da Companhia Siderúrgica Nacional |
| 1939 | 1939 | Criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) |
| 1939 | 1939 | Guerra Civil espanhola: as tropas franquistas entram em Barcelona |
| 1940 | 1950 | Desenvolvimento da ficção intimista |
| 1940 | 1940 | 02/02 - É realizada em Belgrado a Conferência de Paz dos Estados balcânicos |
| 1940 | 1940 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: as forças alemãs conquistaram a Dinamarca, a Holanda, a Bélgica, a Noruega e a França |
| 1941 | 1941 | A Columbia Broadcasting System realiza a primeira demonstração de uma tela de televisão em cores |
| 1941 | 1941 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: A guarnição italiana de Tobruk (Líbia) rende-se às forças aliadas |
| 1942 | 1942 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: Batalha de Stalingrado |
| 1942 | 1942 | Conflito: Segunda Guerra mundial: começa a contra-ofensiva alemã no norte da África |
| 1942 | 1942 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: O presidente Getúlio Vargas decreta o confisco de bens de imigrantes alemães e italianos |
| 1943 | 1943 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: Os aliados adotam na Conferência da Casablanca o princípio de |
| 1943 | 1943 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: começam os bombardeios aéreos sistemáticos dos aliados contra o Reich |
| 1943 | 1943 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: a Alemanha recruta todos os homens de 16 a 65 anos |
| 1944 | 1944 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: tropas aliadas aterrizam em Anzio, perto de Roma, e empreendem a conquista da Itália |
| 1945 | 1945 | Queda do Estado Novo |
| 1945 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: em 6 de agosto, os EUA lançam a bomba atômica sobre Hiroshima (Japão) |
| 1945 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: Conferêencia de Yalta (Crimea): Roosevelt, Churchill e Stalin tratam dos problemas derivados da II Guerra Mundial e estabelecem as respectivas zonas de influência na Europa. |
| 1945 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: em 09/08, EUA lançam a bomba atômica sobre Nagasaki (Japão) |
| 1945 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: em 15/08, rendição incondicional do Japão |
| 1945 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: a bordo do encouraçado Missouri, os norte-americanos entram na baía de Tóquio e é assinada a paz, pondo fim à Segunda Guerra, depois de 6 anos e 50 milhões de mortos |
| 1945 | 1945 | 25/04 - Conferência de São Francisco cria a Organização das Nações Unidas |
| 1945 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: as tropas nore-americanas desembarcam em Okinawa, etapa prévia à entrada no Japão |
| 1946 | 1950 | Governo Eurico Gaspar Dutra |
| 1946 | 1946 | Proclamação da República da Hungria |
| 1946 | 1946 | A ONU cria o Conselho de Segurança |
| 1946 | 1946 | Guerra Fria: O primeiro-ministro inglês, Winston Churchill, usa pela primeira vez a expressão "cortina de ferro" para designar os limites da Europa sob o domínio comunista |
| 1947 | 1947 | As tropas britânicas retiram-se da Palestina |
| 1947 | 1947 | Dissolução dos partidos anticomunistas na Polônia e na Hungria |
| 1948 | 1948 | Plano SALTE |
| 1948 | 1948 | Aprovação da Declaração dos Direitos do Homem (ONU) |
| 1948 | 1948 | Cultura: criação do Clube do Livro |
| 1948 | 1948 | O Tribunal Supremo dos Estados Unidos declara a igualdade de educação para brancos e negros |
| 1948 | 1948 | Mahatma Gandhi, o maior líder nacionalista hindu e pacifista, é assassinado aos 78 anos a tiros por um jovem fanático |
| 1949 | 1949 | Vitória da Revolução Chinesa |
| 1950 | 1954 | Política: segundo governo de Getúlio Vargas |
| 1950 | 1950 | Inauguração da PRF-3 TV TUPI, primeira emissora de televisão do país |
| 1950 | 1950 | Fundação da Cinematográfica Vera Cruz |
| 1950 | 1950 | A ONU concede independência à Líbia |
| 1950 | 1950 | Surgimento da poesia concreta |
| 1952 | 1952 | A Universidade do Tenesse, nos Estados Unidos, admite o primeiro estudante negro |
| 1953 | 1953 | O presidente norte-americano Harry Truman anuncia que os Estados Unidos haviam desenvolvido a bomba de hidrogênio |
| 1955 | 1955 | Instalação da indústria automobilística |
| 1956 | 1960 | Governo Kubitschek |
| 1956 | 1956 | Lançado o Programa de Metas, no Governo Kubitschek |
| 1956 | 1956 | O Islamismo se converte como religião oficial do Egito, por mandato constitucional |
| 1958 | 1958 | Início da Bossa Nova |
| 1958 | 1958 | Cientistas britânicos e norteamericanos anunciam que conseguiram uma fusão nuclear controlada |
| 1959 | 1959 | Revolução Cubana |
| 1959 | 1959 | As Nações Unidas aprovam a Declaração Universal dos Direitos da Criança |
| 1959 | 1959 | 02/02 - Indira Gandhi é nomeada presidente do Partido do Congresso da Índia |
| 1960 | 1960 | Martin Luther King torna-se líder do movimento negro nos EUA |
| 1961 | 1961 | Posse e renúncia de Jânio Quadros |
| 1961 | 1961 | Rompimento entre EUA e Cuba |
| 1961 | 1961 | Início do movimento do Cinema Novo |
| 1961 | 1961 | Começa a funcionar o Centro Popular de Cultura da UNE |
| 1963 | 1963 | Plebiscito: revogação do Parlamentarismo |
| 1963 | 1963 | Movimento de Educação de Base |
| 1963 | 1963 | Criação do Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE) |
| 1963 | 1963 | Começa na Alemanha o Julgamento de Auschwitz |
| 1964 | 1964 | A televisão começa a liderar os meios de comunicação de massa |
| 1964 | 1964 | 02/02 - A sonda norte-americana Ranger VI chega à Lua. |
| 1965 | 1965 | Guerra do Vietnã, contra os EUA |
| 1965 | 1965 | A espaçonave Venera 3, lançada pela União Soviética, torna-se a primeira a aterrissar em outro planeta |
| 1966 | 1966 | AI n°2 - Extinção dos partidos e instituição da Arena e MDB |
| 1967 | 1967 | Surgimento do Tropicalismo |
| 1967 | 1976 | Golpe Militera na Argentina |
| 1967 | 1967 | URSS, Estados Unidos e Grã Bretanha firmam acordo em Moscou sobre o uso pacífico do espaço |
| 1968 | 1968 | AI n°5 |
| 1968 | 1968 | expansão do Tropicalismo |
| 1968 | 1969 | Governo Costa e Silva |
| 1968 | 1968 | Conflito entre estudantes da USP e do Mackenzie (SP) |
| 1968 | 1968 | Criação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil |
| 1968 | 1968 | A sonda espacial americana Surveyor 7 chega à superfície lunar. O primeiro homem pisaria na Lua no ano seguinte |
| 1969 | 1974 | Governo Médici |
| 1969 | 1969 | Chegada do homem à Lua |
| 1969 | 1969 | O estudante Jan Palach coloca fogo em si mesmo e morre na praça Wenzel, de Praga, em protesto pela ocupação soviética na Checoslováquia e a abolição das liberdades individuais |
| 1970 | 1970 | Início da construção da Transamazônica |
| 1972 | 1972 | 04/02 - A sonda dos EUA Mariner IX transmite fotos de Marte |
| 1973 | 1973 | Golpe Militar no Chile - morte do presidente Salvador Allende |
| 1973 | 1973 | Guerra do Vietnã: Vietnã do Norte e Estados Unidos firmam em Paris um tratado para o fim da guerra do Vietnã |
| 1974 | 1979 | Governo Geisel |
| 1975 | 1975 | Escândalo de Watergate (EUA) |
| 1975 | 1975 | Morte do jornalista Wladimir Herzog |
| 1975 | 1975 | Política: Margaret Thatcher é eleita presidenta do Partido Conservador Britânico |
| 1976 | 1976 | Eclosão dos movimentos pela emancipação da mulher |
| 1976 | 1976 | Independência de Angola |
| 1977 | 1977 | Revogação do AI nº5 |
| 1977 | 1977 | Política: referéndum no Paraguai, que ratifica como presidente vitalício o general Stroessner |
| 1978 | 1978 | Organização dos Sindicatos dos Metalúrgicos em SP |
| 1978 | 1978 | China anuncia o fim de 10 anos de proibição da leitura de 70 renomados escritores internacionais como Platão, Charles Dickens, William Shakespeare e Victor Hugo |
| 1979 | 1979 | Revogação do AI nº 5 - Lei da Anistia |
| 1979 | 1979 | Extinção da Arena e do MDB e criação de novos partidos |
| 1979 | 1979 | Revolução Sandinista na Nicarágua |
| 1980 | 1980 | Greve operária no ABC paulista |
| 1980 | 1980 | Cultura: o musical Calabar, de Chico Buarque de Hollanda e Ruy Guerra, e o filme Z, do diretor grego Costa-Gravas, são liberados pela Censura Federal depois de terem sido proibidos em 1973 |
| 1981 | 1981 | explosão da bomba do Riocentro |
| 1982 | 1982 | Guerra das Malvinas |
| 1986 | 1986 | Espaço: a espaçonave Challenger explodiu 73 segundos após ter sido lançada. O acidente matou seis astronautas e a professora Christa McAuliffe, primeira civil a participar de um programa espacial |
| 1988 | 1988 | Os Estados Unidos aceitam a imigração de 30 mil crianças que ficaram órfãs devido à crise pós-Guerra do Vietnã |
| 1989 | 1989 | Conflito: 30 mil soldados soviéticos abandonam o Afeganistão, dominado pelo regime Talebã |
| 1990 | 1990 | Política: a Romênia é a primeira nação da Europa Oriental a banir o Partido Comunista no país |
| 1990 | 1990 | Política: a Lituânia torna-se a primeira república a se separar da União Soviética, que só reconhece a independência do país báltico em 1991 |
| 1990 | 1990 | Ciência: os astronautas da Discovery colocam em órbita o telescópio Hubble |