Dados da Obra

Commedia

Escritor Dante Alighieri (1265-1321)
Classificação Poema
Datas

Ano de produção: 1304-1321

Outros dados
Edição
1
Idioma
Italiano
Meio de publicação
Manuscrito
ISBN
Obra anterior à criação do ISBN
Fonte
  • OPAC (Online Public Access Catalogue) del Servizio Bibliotecario Nazionale (SBN)
Referência ALIGHIERI, Dante. COMMEDIA. [S.l.]: [s.n.], 1304.

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A Divina Comédia (em italiano: La Divina Commedia, originalmente Comedìa e, mais tarde, denominada Divina Comédia por Giovanni Boccaccio) é um poema alegórico-didascálico, de viés épico e teológico da literatura italiana e mundial, sobre os fundamentos da fé cristã, escrito por Dante Alighieri no século XIV e dividido em três partes: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso. É escrito em tercetos entrelaçados de hendecassílabos (mais tarde chamados de tercetos de Dante por excelência) na língua vulgar florentina. O título original, com o qual o mesmo autor designa o seu poema, foi Comedia (provavelmente pronunciada com acento tónico na i) e assim é intitulada também a editio princeps de 1472. O adjetivo "Divina" foi-lhe atribuído por Boccaccio no Trattatello in laude di Dante, escrito entre 1357 e 1362 e impresso em 1477. Mas é na prestigiada edição giolitina, sob a curadoria de Ludovico Dolce e impressa por Gabriele Giolito de' Ferrari em 1555, que a Commedia de Dante é pela primeira vez intitulada como desde então foi sempre conhecida, ou seja, "A Divina Comédia". Composta, segundo os críticos, entre 1304/07 e 1321, anos do seu exílio na Lunigiana, Casentino, Verona e Romagna, a Commedia é a obra-prima de Dante e é universalmente tida como uma das maiores obras da literatura de todos os tempos, assim como um dos mais importantes testemunhos da civilização medieval, sendo por isso conhecida e estudada em todo o mundo. O poema está dividido em três partes, denominadas "cânticos" (Inferno, Purgatório e Paraíso), cada uma delas composta por 33 cantos (exceto o Inferno, que contém um canto proemial adicional) formados por um número variável de versos, entre 115 e 160, estruturados em tercetos. O poeta narra uma viagem imaginária, ou seja, um Itinerarium mentis in Deum, através dos três reinos ultramundanos que o conduzirá até à visão da Trindade. A sua representação imaginária e alegórica do além cristão é um culminar da visão medieval do mundo desenvolvida na Igreja Católica. Foi notado que os três cânticos terminam com a palavra "estrelas" (Inferno: "Foi quando saímos e voltámos a ver as estrelas"; Purgatório: "Puro e disposto a subir às estrelas"; Paraíso: "O amor que move o Sol e as outras estrelas"). A obra obteve um sucesso extraordinário de imediato e contribuiu de maneira determinante para o processo de consolidação do dialeto toscano como língua italiana. O texto, do qual não se possui o autógrafo, foi de facto copiado desde os primeiríssimos anos da sua difusão e até ao advento da imprensa num vasto número de manuscritos. Paralelamente, difundiu-se a prática da glossa e do comentário ao texto (calculam-se cerca de sessenta comentários e entre 100 000 e 200 000 páginas), dando origem a uma tradição de leituras e de estudos dantescos jamais interrompida: fala-se assim de "comentário secular". A vastidão dos testemunhos manuscritos da Commedia implicou uma objetiva dificuldade na definição do texto: na segunda metade do século XX, a edição de referência foi a realizada por Giorgio Petrocchi para a Societá Dantesca Italiana. Mais recentemente, duas diferentes edições críticas foram curadas por Antonio Lanza e Federico Sanguineti. A partir de 2018, uma nova edição crítica baseada no códice Laurenziano Pluteo XL 12, definido "o mais antigo códice de segura florentinidade", foi curada por Federico Sanguineti e Eloisia Mandola. A Comédia, embora prosseguindo muitos dos modos característicos da literatura e do estilo medievais (inspiração religiosa, propósito didascálico e moral, linguagem e estilo baseados na perceção visual e imediata das coisas), é profundamente inovadora pois, como foi notado em particular nos estudos de Erich Auerbach, tende a uma representação ampla e dramática da realidade, expressa também com o uso de neologismos criados por Dante como "insusarsi" (Elevar-se à esfera superior de Deus), "inluiarsi" (Entrar n'Ele, no sentido de "Unir-se à essência de Cristo") e "inleiarsi" (Entrar n'Ela, no sentido de "Unir-se à essência de Beatriz").

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Traduções desta obra

Título Tradutores Classificação Ano Downloads
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso Barão da Vila da Barra Poema 1888 Não
A Divina Comédia: O inferno Padre Joaquim Pinto de Campos Poema 1886 Não
A divina comédia: Inferno: Inferno José Pedro Xavier Pinheiro Poema 1888 Não
A divina comédia: Fragmentos Poema 1855 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso Jorge Wanderley, Henriqueta Lisboa, Haroldo de Campos Poema 2011 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso Cristiano Martins Poema 1976 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso N.N. (Nome Desconhecido) Poema 1979 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso Vasco Graça Moura Poema 2005 Não
Divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso João Trentino Ziller Poema 2011 Não
A divina comédia: Inferno Renato Alberto Teodoro Di Dio Poema 2005 Não
Cantos de Dante: Traduções do Purgatorio Henriqueta Lisboa Poema 1969 Não
Antologia de poetas estrangeiros José Pedro Xavier Pinheiro, Jamil Almansur Haddad, Domingos Carvalho da Silva Poema 1960 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso Italo Eugenio Mauro Poema 1998 Não
A divina comédia: 6 cantos do Paraíso: 6 cantos do Paraíso Haroldo de Campos Poema 1976 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso José Pedro Xavier Pinheiro Poema 1955 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso Cristiano Martins Poema 1979 Sim
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso Fábio M. Alberti Poema 2002 Não
A divina comédia: O Inferno N.N. (Nome Desconhecido) Poema 1930 Sim
A divina comédia: Inferno: O inferno Malba Tahan Poema 1947 Não
A divina comédia: O Purgatório Cezar Augusto Falcão Poema 1931 Sim
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso Barão da Vila da Barra Poema 1907 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso Barão da Vila da Barra Poema 1942 Não
Divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso José Pedro Xavier Pinheiro Poema 1918 Não
A divina comédia: Inferno Purgatório, Paraíso José Pedro Xavier Pinheiro Poema 1946 Sim
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso Hernâni Donato Poema 1979 Não
Obras Completas: Contendo o texto original italiano e a tradução em prosa portuguesa Cezar Augusto Falcão, Padre Joaquim Pinto de Campos, Aldo Della Nina, Padre Vicente Pedroso Poema Oratória Correspondência Ensaio Linguística ou retórica 1958 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso Italo Eugenio Mauro Poema 2009 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso Eugênio Vinci de Moraes Poema 2016 Não
Divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso José Pedro Xavier Pinheiro Poema 2002 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso Cecilia Casas Poema 2012 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso Lino de Albergaria Poema 2010 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso José Pedro Xavier Pinheiro Poema 2016 Não
A divina comédia: Inferno José Pedro Xavier Pinheiro Poema 2020 Não
A divina comédia: Purgatório José Pedro Xavier Pinheiro Poema 2020 Não
A divina comédia: Paraíso José Pedro Xavier Pinheiro Poema 2020 Não
Comédia: Inferno Emanuel França de Brito, Maurício Santana Dias, Pedro Falleiros Heise Poema 2021 Não
A divina comédia: Purgatório Henriqueta Lisboa Poema 2022 Não
Ramalhete poético do parnaso italiano: Oferecido a suas Majestades Imperiais D. Pedro II, Imperador do Brasil, e D. Teresa Cristina Maria, Imperatriz, sua augusta esposa, na ocasião do seu faustíssimo consórcio Luiz Vicente de Simoni Poema 1843 Sim
Divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso José Pedro Xavier Pinheiro Poema 1907 Sim
A divina comédia: Purgatório - Canto VI Gonçalves Dias Poema 1844 Não
A divina comédia: Inferno - Cantos V e XXXIII Dom Pedro II Poema 1889 Não
A divina comédia: Inferno Jorge Wanderley Poema 2004 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso Cristiano Martins Poema 2022 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório; Paraíso Willians Glauber, Luciene Ribeiro dos Santos de Freitas Poema 2022 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso José Pedro Xavier Pinheiro Poema 2020 Não
A divina comédia: Inferno Milton de Andrade Poema 2021 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso José Pedro Xavier Pinheiro Poema 2021 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso José Pedro Xavier Pinheiro Poema 2019 Não
A divina comédia: Inferno - Canto XXV Machado de Assis Poema 1874 Não
Divina comédia: Inferno Silvana de Gaspari, Maria Teresa Arrigoni Poema 2023 Não
A divina comédia: Inferno José Clemente Pozenato Poema 2021 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso José Pedro Xavier Pinheiro Poema 1959 Não
A divina comédia: canto quinto do Inferno Eduardo Guimarães Poema 1920 Não
A divina comédia: Inferno Domingos Ennes Poema 1947 Não
Divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso José Pedro Xavier Pinheiro Poema 1949 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso José Pedro Xavier Pinheiro Poema 1955 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso: Inferno José Pedro Xavier Pinheiro Poema 1967 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso João Trentino Ziller Poema 1978 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso: Em forma de narrativa Cordélia Dias d'Aguiar Poema 1989 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso Hernâni Donato Poema 1996 Não
Divina Comédia: Purgatório Silvana de Gaspari, Maria Teresa Arrigoni Poema 2025 Não
Divina comédia: Inferno Silvana de Gaspari, Maria Teresa Arrigoni Poema 2025 Não
A divina comédia: Inferno, Purgatório, Paraíso José Pedro Xavier Pinheiro Poema 1958 Não
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