Translation Data

Noites de paz ocidental

Writer Antonella Anedda (1955-...)
Translators Patricia Peterle (1974-...), Andrea Santurbano (1970-...)
Classification Poemas Tradução
Years

Year of publication: 2025

Other data
Edition
1
Language
Português
Dimensions
14x21 cm
Publication medium
Impresso
ISBN
9786559059362
Pages
144
Data about the translated originals
Source
  • Projeto Dicionário Bibliográfico da Literatura Italiana Traduzida
Reference ANEDDA, Antonella. NOITES DE PAZ OCIDENTAL. Trad. PETERLE, Patricia; SANTURBANO, Andrea. Rio de Janeiro, RJ: 7 Letras, 2025. 144 p.

Verbete sobre Noites de paz ocidental By N.N. (Nome Desconhecido)

Endereçamentos e escutas: terceira via


Por Patricia Peterle

Dezembro/2025



Quando traduzo um verso

escuto outra voz

não é minha língua

mas é minha língua

palavras e sons

( .__ --.- __ -. _.__ --_ _----.)

neste encontro do impossível

neste tempo suspenso

acasalamento de vozes

língua penetra na língua, se enroscam.


Quando traduzo um poema

olho o alheio

o acolho

falho numa linguagem

talvez minha

mas

já outra

(Patricia Peterle)



⠀⠀⠀A tradução pode ser pensada como uma terceira via, como esse desenho outro cuja origem tem a ver com a passagem, que é – pelo menos – bifronte. E, nessa terceira via, o ângulo passa a ser aquela figura geométrica, espaço por excelência do cruzamento, encontro e embate das duas linhas. Ponto de articulação, de choque, de contágio necessário para a sua própria formação e existência. Em outras palavras é a relação entre essas duas linhas que possibilita esse tipo de formação.

⠀⠀⠀Não há nenhuma dúvida de que a tradução é uma prática relacional, é uma construção e um acontecimento que se dá pela linguagem, por meio das linguagens expostas neste complexo processo, cuja realização se trava na tensão entre desnudamento e acolhimento.

A mão estendida para um possível aperto é uma imagem de Paul Celan para pensar a poesia. Uma imagem tão simples, cotidiana, mas ao mesmo tempo tão forte por concretizar a ideia de acolhimento de hospitalidade, no toque entre as peles. Retomando agora os versos da epígrafe, podemos entender melhor ou com mais intensidade o que ali está sendo colocado em jogo: “[...] neste encontro do impossível / neste tempo suspenso / acasalamento de vozes / língua penetra na língua, se enroscam [a realização da geometria]. / Quando traduzo um poema / olho o alheio / o acolho / falho numa linguagem / talvez minha / mas / já outra.”

⠀⠀⠀É com essas colocações iniciais que gostaria de compartilhar a experiência da tradução realizada junto com Andrea Santurbano de Notti di pace occidentale de Antonella Anedda, publicado em 1999 pela editora romana Donzelli e recentemente republicado pela Garzanti, que chega agora em 2025 no Brasil pela 7Letras. Para além de ser o livro de uma das mais premiadas e traduzidas poetas italianas hoje, este é um livro emblemático, basta pensarmos no ano de sua publicação: um instante antes do início do novo século. Se no ano 2000, muitas publicações foram feitas na Itália, a partir desse anno zero, para lembrar títulos de duas famosas publicações dedicadas à narrativa e à poesia, o livro de Antonella Anedda não aponta uma confiança no futuro, mas entra com os dois pés no novo século junto com as trevas que marcam o que está se encerrando. Discípula de Primo Levi e de Franco Fortini, reforça, neste que é seu quarto livro de poesia, “Ocidente rodeado por guerras aparentemente terminadas e de uma Europa que não vive uma paz, mas uma trégua aterrorizada”, (ANEDDA, 2025, p. 133) como fica indicado na nota final.

“Vedo dal buio / come dal più radioso dei balconi” (ANEDDA, 2025, p.8) são os dois primeiros versos desse livro que já imprimem um determinado tom, a relação entre luz e breu já presente em outros textos, inclusive no ensaio La luce delle cose. Immagini e parole nella notte. Todo o livro é construído sob o signo de “una terra lentissima – prometida” (ANEDDA, 2025, p. 9), que adentra na catástrofe humana e da história e adentra ainda na esfera íntima entre mãe e filha, como se lê no poema dedicado a Sofia. A fala endereçada à filha não traz nenhum tipo de promessa, só a dimensão mais humana do humano, o virar poeira de todo e qualquer sujeito, como os moldes de vulcão curvos em Pompeia. O intervalo entre luz e breu não deixa de ser o intervalo entre vida e morte, entre o corpo e o fóssil ou, se quisermos, o pó.


Oltre il secolo

nelle sere a venire quando né tu né io ci saremo

quando gli anni saranno rami

per spingere qualcosa senza meta

nelle sere in cui altri

si guarderanno come oggi

nel sonno – nel buio

come calchi di vulcano curvi nella cenere bianca.


*


Além do século

nas noites por vir quando você e eu não existiremos mais

quando os anos serão galhos

pra empurrar alguma coisa sem meta

nas noites em que outros

hão de se olhar como hoje

no sono – no breu

como moldes de vulcão curvos na cinza branca.

(ANEDDA, 2025, pp. 54-55)


⠀⠀⠀Na medida em que vamos lendo os versos, o endereçamento à filha parece se alargar, pois reconhecemos neste processo um além-futuro que cabe também a nós mesmos. Nesse fragmento, mesmo trabalhando com versos livres, porque o próprio gesto de escrita se torna uma possibilidade, percebe-se como o segundo verso em português é muito mais longo. O que por um lado poderia constituir uma infração se pensarmos o verso em italiano, contudo, não se poderia abrir mão na tradução do uso do “você” e do verbo “existir” conjugado na primeira pessoa do plural. É claro que aqui há uma escolha que passa pelo corpo-ângulo do tradutor. Há um furo no tempo, no “além do século”, que marca o futuro, quando mãe e filha passarão a ter outra existência diferente daquela do momento da enunciação – quando ainda estão vivas e desempenham esta relação que perpassa por uma intimidade impressa entre “você e eu”. Visto que estamos vendo este fragmento, gostaria de assinalar outro detalhe: a opção pelo “pra”, num verso mais abaixo, que pode ser bem mais coloquial do que a preposição “para”. É verdade que o registro linguístico usado por Antonella Anedda pode sofrer variações, às vezes com traços mais literários, outra vezes mais coloquial, mas sua linguagem poética parece operar a partir de uma “linguagem simples”. E essa marca presente no texto em italiano fica registrada na escolha do termo “pra” inserido dentro do verso por excelência da tradição que é o hendecassílabo, ou o decassílabo para a poesia escrita em língua portuguesa. E por qual motivo esse verso teria um peso se o universo poético que se apresenta não é o da forma fechada? É por meio deste verso tão paradigmático e com tantas regras que é trazida a ideia de “empurrar alguma coisa sem meta”. Se olharmos com um pouco mais de atenção e escutarmos o verso decassílabo traduzido, poderemos perceber na aparente traduzibilidade o caráter intraduzível do verso italiano de Anedda. Falando de tradução de poesia, Andrea Zanzotto, poeta lido por Anedda, afirma que o problema da tradução está amalgamado ao problema do que é poesia: “poesia é uma língua, é um modo de ser”. Se tomarmos esta definição zanzottiana, podemos dizer que a voz da escrita poética é um modo de ser e é exatamente por esta voz que se dá a ver que ela é intraduzível, por encenar o espaço de uma singularidade.

⠀⠀⠀O que está em jogo numa tradução, então, é essa “economia pulsional”, um jeito singular de lidar com aquilo que é da esfera do comum, que forma comunidade, mas que é também portador da diferença nessa partilha. Nesta perspectiva, o espaço da tradução só pode se apresentar como espaço onde acontecem as tensões e, ao mesmo tempo, como zona de acolhimento do outro (CARDOZO, 2013); por isso um texto traduzido, sendo abertura e hospitalidade, só pode se apresentar como sendo outro (diversidade e não assimilação). Uma possibilidade de vida, uma inscrição – aqui também está o corte e o contato – num espaço entre línguas, que não deixa de produzir escutas e reescritas; em outras palavras, uma invenção fruto do contato e da contaminação, de uma relação singular cuja trama não deixa de ser composta por vacilos e hesitações.

⠀⠀⠀Antonella Anedda, neste livro, que é um marco para o panorama da poesia italiana, coloca-se à escuta de outras vozes, está muito distante de uma esfera narcísica e, por isso, a própria língua é uma das protagonistas destes versos: “volevo che una lingua anonima / – la mia – / parlasse di morti anonime” (“queria que uma língua anônima / – a minha – / falasse de muitas mortes anônimas”); “Forse l’anima non existe ma esistono i suoi luoghi [...] / una lingua capace di dire ciò che preme” (“Talvez a a alma não exista mas existem os seus lugares [...] / uma língua capaz de dizer o que urge” ANEDDA, 2025, p. 56). É a própria poeta a expor os embates travados com a própria língua que apresenta seus limites, até que num poema dedicado a Franco Scataglini, poeta dialetal, ela oferece em um verso uma possível definição de língua: “Chiamo lingua questo destino della forma” (Chamo língua este destino da forma” ANEDDA, 2025, p. 59). A língua não é forma-fôrma, mas está na hiância pontuada pelo “destino da forma”, um devir-forma, devir-língua, que não deixa de ecoar o embate assinalado por Roland Barthes quando aponta para o fascismo da língua. Na verdade, se há uma forma, ela não está já dada, não é algo que se tem a priori, ela está inscrita num devir-forma, que talvez pudesse ecoar nas “raízes aéreas” de Barbara Cassin. E é pelas questões trazidas até aqui que concordo com a posição de Maurício Cardozo, quando chama a atenção para o fato de o objeto da tradução (um poema, um romance, um conto...) não ser um simples objeto, mas ser sobretudo um “corpo vivo”: “a máquina da criação não pode ser simplesmente desmontada e remontada (...), dado que isso colocaria em risco a própria condição desse objeto como forma de vida – como poesia” (CARDOZO, 2021, p. 40).

⠀⠀⠀Uma imagem para esta máquina da criação pode ser a de um tecido bordado, trama cheia de furos e nós, linha que passa e que sai pelo outro lado, entrelaça e vai dando formas. Tecido, bordado, linha e agulha desmontados não ‘traduzem’ o tecido bordado, a parte não vale pelo todo e nem é depois possível refazê-lo, como as tesselas de um mosaico. E é esse jogo que Anedda propõe ao leitor-tradutor em outro poema. É um poema que na escuta em italiano tem uma maquinária singular, pois remete diretamente a outro texto Traducendo Brecht, poema de Franco Fortini, publicado no livro Una volta per sempre (1959). Se o texto de Fortini começava e terminava com os versos “Scrivi mi dico [...] / La poesia / non muta nulla. Nulla è sicuro, ma scrivi” (“Escreva digo pra mim [...] / A poesia não muda nada. Nada está seguro, mas escreva” ANEDDA, 2025, pp. 50-51), o poema de Anedda é:


Se ho scritto è per pensiero

perché ero in pensiero per la vita

per gli esseri felici

stretti nell’ombra della sera

per la sera che di colpo crollava sulle nuche.

Scrivevo per la pietà del buio

per ogni creatura che indietreggia

con la schiena premuta a una ringhiera

per l’attesa marina – senza grido – infinita.


Scrivi, dico a me stessa

e scrivo io per avanzare più sola nell’enigma

perché gli occhi mi allarmano

e mio è il silenzio dei passi, mia la luce deserta

 – da brughiera –

sulla terra del viale.


Scrivi perché nulla è difeso e la parola bosco

trema più fragile del bosco, senza rami né uccelli

perché solo il coraggio può scavare

in alto la pazienza

fino a togliere peso

al peso nero del prato.


*


Se escrevi é por apreensão

porque estava apreensiva pela vida

pelos seres felizes

apertados na sombra da noite

pela noite que de chofre caía nas nucas.

Escrevia pela piedade do breu

por toda criatura que recua

com as costas contra um parapeito

pela espera marinha – sem grito – infinita.


Escreva, digo a mim mesma

e eu escrevo para avançar mais sozinha no enigma

porque os olhos me alertam

e meu é o silêncio dos passos, minha a luz deserta

– de charneca –

na terra da avenida.


Escreva porque nada está defendido e a palavra bosque

treme mais frágil que o bosque, sem galhos nem pássaros

porque só a coragem pode escavar

no alto a paciência

até tirar o peso

do peso negro do prado.



⠀⠀⠀Trata-se de um diálogo consigo mesma. Há algo que impele a escrita. Todo o texto é construído a partir de repetições que vão se justapondo. A relação com Fortini, de algum modo continua, mas a escuta dessa relação fica muito mais nebulosa e de difícil acesso porque o tecido é outro. Neste momento gostaria de propor a análise da tradução dos dois primeiros versos, para vermos como o “corpo vivo” se expõe na tradução. A palavra “pensiero” presente nos dois versos é central na relação com o ato de escrita, é por esse estado, por saber que nada está defendido ou seguro que a escrita se apresenta como demanda. Como traduzir esses dois versos? Uma opção inicial poderia ser “Se escrevi foi por pensamento / porque estava pensando na vida”, mas esta escola pela manutenção da palavra pensamento, além de soar estranha, tem como consequência uma diminuição da carga dramática neste início e no decorrer da enumeração/acumulação que acontece a partir do terceiro verso na primeira estrofe; ou seja, por todos os elementos que são introduzidos pela preposição por: “pela vida”, “pelos seres felizes”, “pela noite”...

A tradução poética assume, assim, a forma de uma operação de escuta do outro, de certa forma catastrófica, que desarticula referências e escava em sua intimidade uma sobrevivência no ponto em que tenta devolver o que não pode ser devolvido.


Quando traduzo um poema

olho o alheio

o acolho

falho numa linguagem

talvez minha

mas

já outra



REFERÊNCIAS

ANEDDA, Antonella. Noites de paz ocidental. Trad.Patricia Peterle. Rio de Janeiro: 7Letras, 2025.

CARDOZO, Maurício. Escuta e responsabilidade na relação com o outro em tradução. outra travessia, n. 15, 2013, p. 16-17.

CARDOZO, Maurício Mendonça. Traduzir, remontar: antologia e a invenção do objeto traduzido. Cadernos de Tradução, v. 41, n. 3, 2021, p. 40.


Historical facts associated with the work

Start year End year Historical event
1955 1955 Instalação da indústria automobilística
1956 1956 O Islamismo se converte como religião oficial do Egito, por mandato constitucional
1956 1960 Governo Kubitschek
1956 1956 Lançado o Programa de Metas, no Governo Kubitschek
1958 1958 Cientistas britânicos e norteamericanos anunciam que conseguiram uma fusão nuclear controlada
1958 1958 Início da Bossa Nova
1959 1959 Revolução Cubana
1959 1959 02/02 - Indira Gandhi é nomeada presidente do Partido do Congresso da Índia
1959 1959 As Nações Unidas aprovam a Declaração Universal dos Direitos da Criança
1960 1960 Martin Luther King torna-se líder do movimento negro nos EUA
1961 1961 Posse e renúncia de Jânio Quadros
1961 1961 Começa a funcionar o Centro Popular de Cultura da UNE
1961 1961 Início do movimento do Cinema Novo
1961 1961 Rompimento entre EUA e Cuba
1963 1963 Criação do Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE)
1963 1963 Plebiscito: revogação do Parlamentarismo
1963 1963 Movimento de Educação de Base
1963 1963 Começa na Alemanha o Julgamento de Auschwitz
1964 1964 02/02 - A sonda norte-americana Ranger VI chega à Lua.
1964 1964 A televisão começa a liderar os meios de comunicação de massa
1965 1965 Guerra do Vietnã, contra os EUA
1965 1965 A espaçonave Venera 3, lançada pela União Soviética, torna-se a primeira a aterrissar em outro planeta
1966 1966 AI n°2 - Extinção dos partidos e instituição da Arena e MDB
1967 1967 Surgimento do Tropicalismo
1967 1967 URSS, Estados Unidos e Grã Bretanha firmam acordo em Moscou sobre o uso pacífico do espaço
1967 1976 Golpe Militera na Argentina
1968 1968 Conflito entre estudantes da USP e do Mackenzie (SP)
1968 1968 A sonda espacial americana Surveyor 7 chega à superfície lunar. O primeiro homem pisaria na Lua no ano seguinte
1968 1968 Criação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil
1968 1969 Governo Costa e Silva
1968 1968 expansão do Tropicalismo
1968 1968 AI n°5
1969 1969 O estudante Jan Palach coloca fogo em si mesmo e morre na praça Wenzel, de Praga, em protesto pela ocupação soviética na Checoslováquia e a abolição das liberdades individuais
1969 1974 Governo Médici
1969 1969 Chegada do homem à Lua
1970 1970 Início da construção da Transamazônica
1972 1972 04/02 - A sonda dos EUA Mariner IX transmite fotos de Marte
1973 1973 Guerra do Vietnã: Vietnã do Norte e Estados Unidos firmam em Paris um tratado para o fim da guerra do Vietnã
1973 1973 Golpe Militar no Chile - morte do presidente Salvador Allende
1974 1979 Governo Geisel
1975 1975 Morte do jornalista Wladimir Herzog
1975 1975 Política: Margaret Thatcher é eleita presidenta do Partido Conservador Britânico
1975 1975 Escândalo de Watergate (EUA)
1976 1976 Independência de Angola
1976 1976 Eclosão dos movimentos pela emancipação da mulher
1977 1977 Revogação do AI nº5
1977 1977 Política: referéndum no Paraguai, que ratifica como presidente vitalício o general Stroessner
1978 1978 Organização dos Sindicatos dos Metalúrgicos em SP
1978 1978 China anuncia o fim de 10 anos de proibição da leitura de 70 renomados escritores internacionais como Platão, Charles Dickens, William Shakespeare e Victor Hugo
1979 1979 Revogação do AI nº 5 - Lei da Anistia
1979 1979 Revolução Sandinista na Nicarágua
1979 1979 Extinção da Arena e do MDB e criação de novos partidos
1980 1980 Cultura: o musical Calabar, de Chico Buarque de Hollanda e Ruy Guerra, e o filme Z, do diretor grego Costa-Gravas, são liberados pela Censura Federal depois de terem sido proibidos em 1973
1980 1980 Greve operária no ABC paulista
1981 1981 explosão da bomba do Riocentro
1982 1982 Guerra das Malvinas
1986 1986 Espaço: a espaçonave Challenger explodiu 73 segundos após ter sido lançada. O acidente matou seis astronautas e a professora Christa McAuliffe, primeira civil a participar de um programa espacial
1988 1988 Os Estados Unidos aceitam a imigração de 30 mil crianças que ficaram órfãs devido à crise pós-Guerra do Vietnã
1989 1989 Conflito: 30 mil soldados soviéticos abandonam o Afeganistão, dominado pelo regime Talebã
1990 1990 Política: a Lituânia torna-se a primeira república a se separar da União Soviética, que só reconhece a independência do país báltico em 1991
1990 1990 Política: a Romênia é a primeira nação da Europa Oriental a banir o Partido Comunista no país
1990 1990 Ciência: os astronautas da Discovery colocam em órbita o telescópio Hubble
1991 1991 Conflito: Forças aliadas, lideradas pelos Estados Unidos, iniciam uma ofensiva militar contra o Iraque, dando início à Guerra do Golfo
1992 1992 Conflito: o Japão pede perdão a milhares de mulheres coreanas que foram utilizadas como escravas sexuais durante a Segunda Guerra Mundial
1993 1993 Economia: Entra em vigor um acordo que prevê uma zona de livre comércio entre Equador e Venezuela
1993 1993 Política: Slobodan Milosevic ocupa o cargo de presidente da Sérvia à frente do novo Parlamento, após vencer as eleições
1993 1993 Acordo em Paris para a proibição de armas químicas
1994 1994 Religião: a Igreja Anglicana (Inglaterra) ordena suas primeiras pastoras
1994 1994 Política: conselho Nacional Africano, de Nelson Mandela, ganha as primeiras eleições multirraciais da África do Sul com 62,6% dos votos, contra 20,4% do governante do Partido Nacional
1995 1995 Economia: o FMI aprova um empréstimo de US$ 17,8 bilhões para o México, sem precedentes na história
1996 1996 Política: Fidel Castro visita o Papa João Paulo II no Vaticano
1997 1997 Política: entra em vigor o Acordo Internacional sobre Proibição de Armas Químicas. Rússia e Cuba não assinam
1998 1998 Ciência: dezenove países europeus firmam em Paris, o protocolo do Conselho da Europa que proíbe a clonagem de seres humanos
1999 1999 Política: o ex-tenente-coronel Hugo Chávez, líder de um fracassado golpe de Estado em 1992, jura seu cargo como presidente da Venezuela
1999 1999 Política: inaugurada em Rambouillet, na França, a conferência de paz sobre Kosovo
2000 2000 Política: Augusto Pinochet retorna ao Chile como um homem livre, 16 meses depois de ter sido detido no Reino Unido por crimes cometidos durante seu governo
2000 2000 Religião: João Paulo II pede perdão pelos pecados da Igreja Católica
2001 2001 Conflito: a milícia Talebã do Afeganistão explode a cabeça da maior estátua de Buda do mundo
2001 2001 Conflito: o então presidente da Iugoslávia Slobodan Milosevic foi preso, acusado de crimes de guerra e contra a humanidade nos conflitos que envolveram a Bósnia, a Sérvia e Kosovo
2001 2001 Conflito: em 11 de setembro, um atentado terrorista derruba as duas torres do World Trade Center, em Nova York, e destrói parcialmente o prédio do Pentágono, em Washington (EUA)
2004 2004 Conflito: em 11/03, uma série de explosões em três estações de trem de Madrid (Espanha) mata 199 pessoas e deixa mais de 1,4 mil feridos
2004 2004 Ciência: Cientistas da NASA anunciam que a superfície de Marte já teve grandes quantidades de água
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