Translation Data

O falecido Matia Pascal

Writer Luigi Pirandello (1867-1936)
Translators Francisco Degani (1953-...), Rômulo Antonio Giovelli
Classification Romance ou novela Tradução
Years

Year of publication: 2010

Other data
Edition
1
Language
Português
Dimensions
13x25 cm
Publication medium
Impresso
ISBN
9788579710186
Pages
314
Data about the translated originals
Source
  • Projeto Dicionário Bibliográfico da Literatura Italiana Traduzida
Reference PIRANDELLO, Luigi. O FALECIDO MATIA PASCAL. Trad. DEGANI, Francisco; GIOVELLI, Rômulo Antonio. São Paulo, SP: Abril Cultural, 2010. 314 p. Abril Coleções.

Verbete sobre O falecido Matia Pascal By N.N. (Nome Desconhecido)

 “O falecido Mattia Pascal” de Luigi Pirandello - O fugitivo da vida


Por Francisco Degani


⠀⠀⠀Nascido em 1867 na Sicília, em uma casa de campo não muito longe da cidade de Agrigento, para onde a família havia se mudado para escapar de uma epidemia de cólera, Luigi Pirandello observa, nas páginas de uma autobiografia deixada incompleta: “O meu nascimento consta dos registros da pequena cidade situada sobre a colina (Agrigento). Entre tantos que morriam, um que nascia era quase uma compensação” (PIRANDELLO, 1977, p. 1282)  

⠀⠀⠀O caráter inteiramente casual de nascer e viver é a característica de algumas de suas obras nas quais desenvolverá os temas da vida como jogo do acaso ou da multiplicidade do “eu” e, portanto, da negação da unidade da consciência do ser humano. Ainda na citada autobiografia, Pirandello nos conta: "Eu [...] sou filho do Caos; e não alegoricamente, mas de fato, porque nasci em um local que se encontra próximo a um intrincado bosque denominado pelos habitantes de Girgenti (Agrigento) Cavusu, corruptela dialetal do antigo vocábulo grego Kaos" (PIRANDELLO, 1977, p. 1281).

⠀⠀⠀O falecido Mattia Pascal foi escrito em anos difíceis. Um alagamento das minas de enxofre do pai do autor, na Sicília, onde estavam investidos todos os bens familiares e o dote da esposa, Maria Antonietta Portulano, com quem havia se casado em janeiro de 1894, levou todos à ruína. Para fazer frente às dificuldades econômicas, Pirandello começou a lecionar literatura italiana no Istituto Superiore di Magistero e dar aulas particulares de alemão, além de manter a atividade literária nas revistas "Il Marzocco" e "Ariel", fundadas por ele. Essas dificuldades diminuirão somente após 1908, quando a tradução em várias línguas do Falecido Mattia Pascal e a publicação de seu ensaio O humorismo, o levarão a ser contratado pela prestigiada Editora Treves.

⠀⠀⠀Publicado primeiramente em capítulos na revista "La nuova antologia", entre abril e junho de 1904, e a seguir em volume, O falecido Mattia Pascal é o terceiro romance de Luigi Pirandello e aquele que o tornou conhecido pelo público. É neste romance que o autor começa a esboçar os temas e os modelos narrativos que usaria daí em diante e apresenta, de um lado, as suas escolhas poéticas e de escrita e, de outro, a sua rejeição aos cânones narrativos vigentes. Suas obras anteriores, os romances A excluída e Il turno, além de algumas novelas, ainda eram fortemente ancoradas na tradição do romance naturalista de Giovanni Verga, seu conterrâneo e autor consagrado. Apesar de Pirandello ainda utilizar em seu romance os modelos existentes, ele o faz apenas para desmontá-los internamente e demonstrar sua impossibilidade naquele caótico início de século em que a condição humana era posta em xeque.

⠀⠀⠀O romance narra o percurso biográfico de Mattia Pascal. Mas, antes de chegar a uma exposição ordenada dos fatos, Pirandello oferece ao leitor duas premissas, o que por si só já é incomum, que articulam e introduzem temas preponderantes da poética pirandelliana. Na primeira há a explícita e imediata referência ao tema da identidade, chave do romance e, ao mesmo tempo, a representação da absoluta relatividade do conhecimento humano. Ao declarar sua única certeza: “Eu me chamo Mattia Pascal”, o protagonista coloca-se diante da absoluta relatividade dos fatos, pois atender por um nome não significa conhecer-se a si mesmo.

⠀⠀⠀A segunda premissa, de início, pretende mostrar como o protagonista resolveu escrever sua experiência, mas deriva para uma introdução filosófica quando ele decide explicar a causa de seu costumeiro estribilho: “Maldito seja Copérnico” (PIRANDELLO, 2007, p. 10). Para Mattia, desde que o sistema copernicano provou que a Terra è um “invisível piãozinho” (PIRANDELLO, 2007, p. 11), a primazia que o homem pensava ter sobre os acontecimentos do mundo foi retirada, causando não apenas uma sensação concreta de esvaziamento da realidade, mas também atribuindo uma valência cósmica à capacidade humana de dar objetividade à própria vida, já que os homens não eram mais o centro do universo. A segunda premissa termina com a constatação de que Mattia encontra-se em posição privilegiada para contar sua história, já que o acaso o colocou “fora da vida” (PIRANDELLO, 2007, p. 12).

⠀⠀⠀Qual é, afinal, esta posição privilegiada que permite a Mattia Pascal contar a própria história sem fazer mais parte dela?

⠀⠀⠀Sabe-se que, quando alguém se dispõe a narrar a própria história, é porque os fatos a serem narrados já aconteceram. O hiato temporal, entre o início dos acontecimentos e o início da narração, tende a diminuir à medida que os fatos se desenvolvem e a personagem aproxima-se do momento em que se torna narrador da própria história. Entre o protagonista, do momento em que começa a viver a experiência, e o mesmo protagonista, no ato de narrá-la, existe um substancial ganho de consciência porque, ao narrar uma história que lhe diz respeito, o narrador a supõe mais do que digna de interesse, pois ela lhe ensinou alguma coisa ou pelo menos o modificou.

⠀⠀⠀Assim, na estrutura do romance, as duas premissas e os dois capítulos finais se correspondem, pois pressupõem o nível de consciência atingido após o término dos fatos a serem narrados, tanto que a primeira fala e a última do protagonista podem parecer a mesma. O “Eu me chamo Mattia Pascal” (PIRANDELLO, 2007, p.7) da premissa, transforma-se, no capítulo final, em “Eu sou o falecido Mattia Pascal” (PIRANDELLO, 2007, p.200); ou seja, o ciclo se completou, o fugitivo da vida retornou ao ponto de partida onde encontrou finalmente descanso e sobriedade para narrar sua experiência.

⠀⠀⠀O protagonista alterna-se durante as fases do romance enquanto o narrador permanece o mesmo, aquele que está presente no início e no final da experiência vivida. Ou seja, o verdadeiro protagonista dos dois primeiros e dos dois últimos capítulos é o “falecido” Mattia Pascal, enquanto, nos capítulos de III a VI, o protagonista é o jovem Mattia e, depois de um capítulo intermediário (cap. VII), quando ele decide mudar de vida, considerando-se morto, passa a ser sua segunda encarnação, Adriano Meis (caps. VIII a XVI). Temos, então, três vidas diferentes, três biografias em uma mesma personagem, que geram três histórias e três romances distintos, sendo que o primeiro contém os outros dois em sucessão.

⠀⠀⠀O primeiro romance, a história do jovem Mattia, segue o modelo do romance idílico-familiar no qual são exaltados os valores familiares, a vida do campo, a repressão do Eros e a honestidade que governavam um mundo interiorano no final do século XIX e que já demonstrava estar em fase de dissolução.

⠀⠀⠀O segundo, a história de Adriano Meis, é permeado pela vida na cidade, pela modernização que começara a ocorrer no início do século XX e apontava para uma dissolução ainda maior, mais profunda e objetiva na medida em que levava a um anonimato relativo. Seria possível dizer que este segundo romance é um romance de formação (bildusgsroman) no modelo de Os anos de aprendizado de Wilhem Meister, de Goethe, ou A montanha mágica, de Thomas Mann, porém, a formação tentada por Adriano Meis, cujo sobrenome liga-se diretamente ao do herói de Goethe, fracassa inapelavelmente e tende a demonstrar a impossibilidade de uma formação individual, tornando o protagonista um sobrevivente de si mesmo, que acabou sendo educado para a não-vida e não para a vida. A impossibilidade de formação de Adriano Meis é também a impossibilidade de construção de uma narrativa nos modelos românticos no caótico século XX.

⠀⠀⠀O terceiro romance, que contém os outros dois, é uma espécie de anti-romance localizado num eterno presente, numa suspensão de tempo em que o “falecido” Mattia Pascal renuncia a toda e qualquer possibilidade de vida e não se prende mais ao tempo linear e ao espaço social. Da biblioteca abandonada, entre livros não lidos, ele observa a vida que continua em seu fluxo contínuo sem se preocupar com os habitantes desse “grãozinho de areia ensandecido que gira e gira sem saber por que” (PIRANDELLO, 2007, p. 11).

⠀⠀⠀A idéia de que a vida é fluxo contínuo e se cristaliza na “forma” que assumimos socialmente, ou que os outros nos impõem, é central na poética de Pirandello. Em seu famoso ensaio O humorismo, publicado em 1908 e dedicado “À boa alma de Mattia Pascal”, o autor siciliano afirma que “pensamos, agimos e vivemos segundo esta interpretação fictícia e sem dúvida sincera de nós mesmos” (PIRANDELLO, 1996, p. 156) e que a realidade é caracterizada pela lei da pluralidade extremamente relativa, baseada na decadência e na divisão do eu e na não univocidade.

⠀⠀⠀Desta maneira, Mattia Pascal é, simbolicamente, a representação do drama existencial de todo o homem que vai pela vida à procura de uma dimensão e de uma identidade pessoal que consista em algo de verdadeiro e tangível, que não seja apenas “forma”, mas substância. Contra sua vontade, ele descobre que as convenções sociais das quais quer se libertar são vinculantes e insubstituíveis e, por isso, é completamente inútil que o homem tente se realizar plenamente, uma vez que jamais conseguirá fugir às normas e regras que, apesar de condicioná-lo fortemente, são indispensáveis à sua existência. A conseqüência imediata é a constatação de que o homem é solitário, pura “forma” que existe apenas em virtude de elementos e fatores completamente estranhos à sua realidade e está sempre envolvido na perene e inútil busca de si mesmo. Cercado e oprimido por formas de vida insinceras e falsas, Mattia Pascal procura se libertar de todo e qualquer tipo de relacionamento e convenções sociais, mas a sua vã tentativa resulta na consciência de que a fuga da “forma” é impossível e a procura da liberdade não é mais do que uma ilusão passageira. Não lhe resta mais nada do que voltar para seu mundo, aceitar as convenções sociais que tentara infringir, homenagear a si mesmo levando flores a seu próprio túmulo e relatar sua história que considera “deveras estranha e capaz de servir de ensinamento” (PIRANDELLO, 2007, p.8).

⠀⠀⠀Em 1921, na terceira edição de O falecido Mattia Pascal, Pirandello insere como apêndice a Advertência sobre os escrúpulos da fantasia (PIRANDELLO, 2007, pp. 202-207), que já havia publicado com o título Os escrúpulos da fantasia na revista “Idea Nazionale”, no mesmo ano em que comenta uma notícia publicada pelo jornal “Corriere della sera”, em 27 de março de 1920, com a manchete: “A homenagem de um vivo a seu próprio túmulo”. É uma espécie de justificativa dos aspectos mais extravagantes e complexos deste romance. O grande debate causado na Itália, sobre a verossimilhança dos fatos narrados, talvez tenha influenciado Pirandello a inserir este apêndice como forma de reiterar aquilo que todos já sabiam, ou seja, que arte e vida são autônomas e incomparáveis.


REFERÊNCIAS


PIRANDELLO, Luigi.  O falecido Mattia Pascal. Trad: Francisco Degani. São Paulo: Nova Alexandria, 2007.

PIRANDELLO, Luigi. O humorismo. Trad: Dion Davi Macedo. São Paulo: Editora Experimento, 1996.

PIRANDELLO, Luigi. Saggi, poesie e scritti varii. Milano: Mondadori, 1977.


Historical facts associated with the work

Start year End year Historical event
1865 1870 Guerra do Paraguai
1867 1867 Inauguração da estrada de ferro Santos-Jundiaí
1867 1867 Publicação de "O Capital", de Carl Marx
1869 1869 Inauguração do canal de Suez
1870 1870 Lançamento da Campanha Republicana no RJ
1870 1870 Intelectuais portugueses debatem idéias anti-burguesas e anti-românticas
1871 1871 Lei do Ventre Livre, declara libertos os filhos de escravos, nascidos a partir dessa data
1871 1871 Comuna de Paris
1873 1873 Primeiro Congresso do Partido Republicano Paulista
1875 1875 Fim da Questão Religiosa
1876 1876 Conflito: assinatura do tratado de paz que pôs fim à guerra entre Argentina e Paraguai
1876 1876 Ciência: Graham Bell patenteia o telefone, sua invenção
1878 1878 "Batalha do Parnaso" - manifestações anti-românticas do RJ
1880 1880 O Congresso espanhol vota a abolição da escravidão em Cuba
1882 1882 Escola do Recife
1883 1883 Início da Questão Militar
1884 1884 Extinção da escravidão no Ceará, Maranhão, Amazonas e alguns municípios do RS
1885 1885 Lei dos Sexagenários
1886 1886 Fundação da Sociedade Promotora de Imigração
1888 1888 Abolição da Escravatura
1889 1890 Encilhamento
1889 1930 Política: República Velha
1889 1889 Proclamação da República, em 15/11
1890 1890 Eleita a Assembléia Constituinte
1890 1890 Primeiras revoltas das categorias profissionais urbanas
1891 1894 Governo Floriano Peixoto
1891 1891 Deodoro da Fonseca fecha o Congresso Nacional
1892 1892 Revolução Federalista do Rio Grande do Sul
1893 1893 Revolução Federalista no sul
1893 1893 Revolta da Armada
1894 1898 Política: Governo Prudente de Morais
1894 1894 Inauguração da Biblioteca Infantil Quaresma
1895 1895 A Coreia declara a sua independência da China
1896 1897 Revolta de Canudos
1896 1896 Ciência: o físico francês Henri Becquerel descobre uma nova propriedade da matéria, a radioatividade
1897 1897 Destruição do Arraial de Canudos
1898 1902 Governo Campos Sales
1900 1900 O Senado dos Estados Unidos ratifica a decisão da Conferência de Paz de Haya sobre a criação de um Tribunal Penal Internacional.
1901 1901 Cisão no Partido Republicano Paulista
1902 1906 Política: Governo Rodrigues Alves
1904 1904 Revolta da Vacina
1906 1906 Em Paris, Santos Dumont voa com o 14-BIS
1906 1906 Convenção de Taubaté (medidas de proteção ao café)
1906 1910 Governo Afonso Pena
1907 1907 Pablo Picasso expõe o quadro Les Demoiselles d´Avignon, em Paris, inaugurando o cubismo
1907 1907 Afonso Pena aprova a Lei do Serviço Militar Obrigatório
1909 1909 Filippo Marinetti inicia o Movimento Futurista
1910 1910 Campanha Civilista de Rui Barbosa
1910 1914 Governo Hermes da Fonseca
1910 1910 Revolta da Chibata, no Rio de Janeiro
1912 1916 Guerra do Contestado
1913 1913 Abertura do Canal do Panamá
1913 1913 Primeira transmissão telefônica sem fio entre Nova York e Berlim
1913 1913 Começa a Segunda Guerra dos Bálcãs
1914 1914 Henry Ford, fundador da Ford, anuncia um novo sistema na linha de montagem de sua fábrica, que reduzia de 12,5 horas para 93 minutos a produção de um carro
1914 1918 Política: Governo Wenceslau Brás
1915 1915 Primeira Guerra Mundial: primeiro bombardeio aéreo massivo registrado pela história, realizado por aviões franceses contra as fábricas alemãs de explosivos
1915 1915 Primeira Guerra Mundial: é selado um acordo secreto entre os aliados e a Itália, que oferece a este país compensações territoriais caso ele declare guerra contra a Áustria
1915 1915 Início da Biblioteca Infantil Melhoramentos
1915 1915 Primera Guerra Mundial: Batalha naval entre britânicos e alemães em Doggerbank e Helgoland
1915 1919 Governo Nilo Peçanha
1917 1917 Estudantes de São Paulo criam a Liga Nacionalista
1917 1920 Revolução Russa
1919 1919 Criação do Fascismo na Itália
1919 1919 É inaugurado o primeiro Congresso Internacional Comunista (Komintern)
1919 1919 Assassinato em Berlim de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, fundadores do Partido Comunista alemão
1919 1919 rimeira reunião do Parlamento irlandês, em que se confirma o estabelecimento da República deste país
1919 1919 Iniciada a conferencia de paz de Versalhes que encerrou oficialmente a Primeira Guerra Mundial
1919 1919 Fundação do Partido Nazista na Alemanha
1920 1920 Primeiro dia em que deixou-se de publicar os jornais na Espanha, como conseqüência da implantação do descanso dominical para os jornalistas e trabalhadores da imprensa
1921 1921 Conferência dos países aliados (Paris) estabelece que a Alemanha deve pagar, em 42 anualidades, 226 milhões de marcos por indenizações da guerra
1921 1921 Nasce o Partido Comunista Italiano, encabeçado por Gramsci, que pertencia ao Partido Socialista
1922 1922 Cultura: Semana de Arte Moderna
1922 1922 a Rússia torna-se União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
1922 1922 Levante Tenentista do Forte de Copacabana
1922 1922 Mussolini toma o poder na Itália
1924 1924 Morre Vladimir Lênin, líder da Revolução Russa de 1917. Ele foi o primeiro presidente comunista do país
1924 1924 Literatura: É publicado O Processo, a primeira das grandes novelas de Franz Kafka
1924 1924 Mahatma Gandhi, líder nacionalista indio, é liberado da prisão
1924 1924 Começa a guerra civil em Honduras
1924 1924 Levante Tenentista em São Paulo
1925 1927 Coluna Prestes
1925 1939 Desenvolvimento dos Estados Totalitários na Europa
1927 1927 Congresso Regionalista do Recife
1927 1927 Primeira sessão de um filme em 35mm com som é apresentada em Nova York. O filme foi The Jazz Singer (O Cantor de Jazz), de Alan Crosland, protagonizado por Al Jolson e produzido pela Warner Brothers
1929 1929 Formação da Aliança Liberal entre RS e MG
1929 1929 Mundo, economia: Quebra da Bolsa de Nova York
1930 1930 Fim da República do Café com Leite (República Velha)
1930 1945 Primeiro governo de Getúlio Vargas
1932 1932 Revolução Constitucionalista em São Paulo
1933 1933 Início do III Reich, na Alemanha
1933 1933 Os Estados Unidos reconhecem oficialmente a URSS
1933 1933 Na Alemanha nazista é iniciada a perseguição contra os judeus. O governo pede que sejam boicotados todos os empreendimentos cujos donos sejam judeus
1933 1933 Fundação do Partido Integralista
1934 1934 Assinado um acordo franco-italiano para regular os limites e fronteiras das colônias da Africa
1935 1935 Intentona comunista liderada por Luiz Carlos Prestes
1935 1935 Lei de Segurança Nacional contra a subversão
1935 1935 A Islândia se torna o primeiro país a legalizar o aborto por motivos médicos e sociais
1936 1939 Guerra Civil Espanhola
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